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Gegê e Paca: "mão na cumbuca"

01:30 | 06/11/2018

Até pouco tempo atrás, Carioca seguia influente. Confirma que era um dos chefes locais de sua facção. Pelo cargo, recebia mais de R$ 13,7 mil de salário/mês. Também pelo posto, diz ter sabido antecipadamente, ainda em outubro do ano passado, que os líderes do PCC executados no Ceará, Gegê do Mangue (Rogério Jeremias de Simone) e Paca (Fabiano Alves de Souza), estavam num "Salve" como culpados. Teriam sido descobertos em desvio de dinheiro da facção.

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"No Salve lá, que todo mundo já é ciente, foi desvio de verba, desvio de dinheiro, meteram a mão na cumbuca. Do dinheiro do Paraguai (roubo de US$ 40 milhões)", detalha. Gegê e Paca foram mortos quatro meses depois, em fevereiro deste ano.

Foi por este caso, inclusive, que Carioca descreve quase ter sido eliminado dentro da cadeia. A suspeita de gente da facção, à época, era a de que ele estaria envolvido nas mortes. No último Dia das Mães, relata que chegou a ser "sequestrado" dentro da cadeia. Foi levado para um ponto da unidade prisional onde iriam fazê-lo ingerir o "coquetel". Morreria ali.

A bebida, feita por presidiários e usada pelo tribunal do crime, mistura drogas pesadas (cocaína, crack, anfetaminas) e qualquer líquido, de cachaça a desinfetante. O engano, relata, teria sido desfeito quase em cima da hora. "O resumo"(a ordem final dos chefes) chegou pelos celulares e Carioca foi livrado da execução. Por medida de segurança, foi transferido para o IPPOO 2. Permanece lá.

 

CLáUDIO RIBEIRO