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Delator do caso foi executado há 8 dias; possível relação entre crimes é investigada

01:30 | 20/11/2018

Delegado Márcio Gutierrez: fraude utilizou 100 empresas  ALEX GOMES / ESPECIAL PARA O POVO
Delegado Márcio Gutierrez: fraude utilizou 100 empresas ALEX GOMES / ESPECIAL PARA O POVO
Três dias antes da prisão de Jovilson Coutinho, o motoboy Getúlio Castro Oliveira, 29, denunciado por participação no esquema e um dos delatores da organização criminosa, foi executado. Getúlio foi morto a tiros na segunda-feira da semana passada, dia 12, na rua Bulgária, na Vila Manoel Sátiro, em Fortaleza. A possível relação entre os crimes é investigada pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

"As informações preliminares que obtive é que não teria relação. Mas o DHPP está investigando todas as possibilidades. Realmente, nada foi descartado. O que deu a entender na cena do crime é que poderia se caracterizar, e foi até falado em latrocínio. Mas isso a gente não tem como afirmar agora. Ele foi um delator, isso a gente não pode descartar, embora ele possa ter morrido em outra circunstância", antecipou o delegado Márcio Gutierrez.

Conforme a denúncia do Ministério Público do Ceará, Getúlio fazia o tráfego de documentos entre os auditores fiscais envolvidos nas fraudes e Jovilson. Ele também emprestou o nome como sócio de uma das empresas.

"A participação dele era de menor importância. Era motoboy e o Jovilson o cooptou para virar empresário. Na verdade, ele saiu pior que entrou, com uma dívida milionária e sem dinheiro. Se acidentou numa moto e nem apoio do Jovilson teve. Era dessa forma que o Jovilson tratava aqueles que sugava o nome e absorvia a identidade: colocava na sarjeta", disse Gutierrez. "Fato é que ele foi morto em via pública", completou.

 

THIAGO PAIVA