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Vacinar é ato de proteção à saúde e à economia

01:30 | 04/08/2018
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Na década de 1980, quando o Ceará tinha as mais altas taxas de mortalidade infantil, a Vacinação foi uma das principais estratégias de erradicação desse problema. No início da década de 1990, a pediatra Jocileide Sales, 77, atuou em equipe com diversos profissionais na tentativa de mudar o cenário estadual e garantir cobertura de vacinação às crianças do Ceará. 

 

O POVO - Qual cenário de cobertura tínhamos nessas décadas de 80, 90 e como foi esse trabalho de recuperação da cobertura vacinal?

 

Jocileide Sales - Variavam entre 30% a BCG e 50% as demais vacinas que faziam parte do calendário na época (1987). Polio em campanhas estava 80%. Muitas mortes ou sequelas graves e permanentes, como cegueira, perda de audição, miocardites, eram causadas por sarampo, difteria, coqueluche, tétano...

 

OP- Que estratégias a senhora reconhece como definidoras para que esses resultados fossem perenes?

 

Jocileide - Capacitação de pessoal com material elaborado por mim e equipe que coordenava, o que trouxe estímulo aos profissionais de todos os municípios e valeu contato com Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) para realizar produção de material com técnica do Programa Nacional de Imunizações (PNI) /Ministério da Saúde e posterior capacitação de coordenadores estaduais de imunizações, por região. Realização de Seminário de Comunicação em Saúde da Criança com radialistas e jornalistas sobre vacinação e outros aspectos inerentes à saúde da criança, o que trouxe apoio para participar de programas de radio, de televisão, e matérias, e mais patrocínio de empresas para colocar em suas propagandas uma frase recomendando a vacinação. Instituição da vacina BCG nas maternidades (as crianças já saem vacinadas). Nos Postos de Saúde, a vacinação passou a ser diária e não mensal ou semanal. Melhoria da qualidade de manutenção das vacinas estocadas.

 

OP - Hoje temos alguns novos desafios para a imunização, como os movimentos antivacina e a briga de facções que impedem que pessoas de um território cheguem a outro. Como superá-los?

 

Jocileide - Hoje temos agentes de saúde que visitam os lares, temos escolas que recebem as crianças de todas as classes sociais e que podem ser locais de vacinação. Mais importante: temos os profissionais de comunicação, que podem esclarecer a população sobre o valor das vacinas na proteção da saúde de crianças, dos adolescentes, dos adultos, inclusive as gestantes, e dos idosos. 

 

Como medidas alternativas de curto prazo, quem sabe, disponibilizar vacinas em hospitais, programar um dia mensal ou bimensal de atualização vacinal em centros comerciais. Vacinação nas empresas para trabalhadores e familiares em dias pré-agendados. Melhorar a segurança, o setor social. Agentes de saúde, equipes da estratégia de Saúde da Família, professores, empresários... Os diversos setores sociais podem fortalecer esse ato de proteção à saúde e à economia. Porque um indivíduo doente ou que tem pessoas doentes na família não produz apropriadamente e gasta mais. Quanto às pessoas que fazem parte de movimentos antivacinas, precisam ser esclarecidas, para o bem público e para seu próprio benefício.

 

OP Temos essa tendências de retorno de doenças já superadas, como sarampo e poliomielite. O que contribui para isso e quais os riscos?

 

Jocileide - As pessoas tornaram-se convencidas que já estão protegidas e que não precisa mais vacinar. Acontece que novas pessoas nascem e quando não vacinadas vão formando grupos numerosos de não vacinados, e os riscos dos invasores (bactérias e vírus) encontrarem espaço para causarem as doenças é muito aumentado. Imagine uma cidade onde nascem mais de 30.000 crianças por ano e em vez de 95% receberem vacinas apenas 80% recebem? Veja quanto representa esses 15% de não vacinados entre os 30.000 que nascem... Isso a cada ano... Formam os grupos de não vacinados, os "bolsões" onde os agentes infecciosos vão agir causando as doenças que poderiam ter sido evitadas.

 

OP - A senhora acredita que cortes em benefícios como Bolsa Família e redução de investimentos no programa Saúde na Família podem impactar em aumento dessas doenças?

 

Jocileide - Certamente, pode influenciar. Percebo, como professora universitária que conduz alunos de Medicina em serviços de atenção básica, que médicos e enfermeiros, também dentistas, estão atentos à vacinação e que as famílias beneficiadas pelo programa Bolsa Família devem cumprir uma agenda que inclui criança na escola e vacinação em dia.

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