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Terra fértil para brasileiros

| Em busca do visto | Brasileiros são a maioria estrangeira no País. São mão de obra, ocupam escolas, universidades e investem

01:30 | 24/08/2018

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As ruas de Portugal ecoam cada vez mais um sotaque português sul-americano. Em 2017, o número de brasileiros com visto de residência no país voltou a aumentar depois dos anos de queda na crise de 2008. Aos poucos, moradores da antiga colônia passam a contribuir para a economia no velho continente, em um país que envelhece e precisa de mão de obra jovem. Hoje, os 85.426 brasileiros em Portugal, dados de 2017, já formam a maior comunidade estrangeira em Portugal. O número sequer inclui aqueles que possuem dupla nacionalidade.

 

De acordo com o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) de Portugal, em termos de crescimento de imigrantes, os destaques vão para italianos (69,6%), brasileiros (64%), franceses (34,2%) e britânicos (25%). No entanto, parte dos italianos possui dupla nacionalidade brasileira.

 

Conforme dados do Vice-Consulado de Portugal em Fortaleza, de janeiro até o dia 8 agosto, já foram apresentados 285 pedidos de visto para Portugal. Em 2017, chegaram a 489, aumento de 98,7% em relação às 246 solicitações de 2016. Os pedidos costumam ocorrer, em maior escala, em julho, agosto, novembro e dezembro.

 

O cônsul geral adjunto português, Hugo Gravanita, explica que a relevância da população do Brasil é tamanha, que já começam a surgir negócios de brasileiros para atender brasileiros. "Tem havido um crescimento muito acentuado, principalmente, nos últimos dois anos. O Brasil, sem dúvida, é a maior comunidade estrangeira em Portugal. Com destaque para o interior de Portugal, o que é importante para nós, porque a área precisa de mais moradores", conta. O cônsul diz ainda que, em vez de tentar dificultar a entrada, o país tem trabalhado para facilitar a chegada de brasileiros.

 

Segundo Gravanita, ficou ainda mais fácil pedir nacionalidade portuguesa no ano passado. Basta que um dos quatro avós seja português. Portugal também oferece universidades a preços mais baratos que outros países. As modalidades de visto privilegiam diversas categorias, como estudante, trabalhador, aposentado e, sobretudo, investidores.

 

Houve aumento de 59% nos vistos especiais para investidores, o chamado Golden Visa, categoria que garante cinco anos de residência e possibilidade de requerimento de cidadania. A injeção de investimento brasileira só perde para a dos chineses. Os dados revelam uma mudança de perfil do migrante brasileiro que antes ia ao país com baixa escolaridade para tentar a vida na Europa. Agora, são estudantes. Somente o consulado geral em São Paulo registrou aumento de 50% nos vistos de estudantes e 40% no geral.

 

O posto de São Paulo também é o que mais processa cidadanias portuguesas. Em 2017, foram 12 mil novos passaportes portugueses. Hoje, com a cidadania portuguesa em mãos, o cearense Renet Borges se consolidou em Portugal, mas já esteve três vezes para morar. Na primeira ida, em 2007, antes da crise, os preços eram baixos. Agora que o país está em evidência, a inflação também chegou por lá. Embora esteja mais caro viver em Portugal, Borges afirma que ainda vale a pena migrar. Ele chegou a voltar ao Brasil após uma temporada de cinco anos em Portugal, de 2008 a 2013. Mas logo percebeu que o poder de compra por aqui tornava mais difícil alcançar a qualidade de vida do território luso.

 

Mas nem tudo são flores. Para o jornalista cearense Reginaldo Aguiar, o mercado de trabalho no ramo de comunicação não permitiu que ele permanecesse no país após dois anos de estudos. Para algumas áreas, o trabalho ainda é escasso. "O jornalismo é muito limitado. Não tem a cultura de assessoria de imprensa como no Brasil".

 

Ele também conta que, mesmo que não haja ataques, há um estigma em relação ao brasileiro. "Foi amenizado com os anos, mas a gente ainda se depara com isso em alguns momentos. Imagem negativa de que brasileiro quer se dar bem. E a mulher em relação à prostituição. Eles também são mais fechados, o que atrapalha na interação".

ISABEL FILGUEIRAS

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