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Os nomes por trás das campanhas ao Governo do Ceará

Os nomes dos coordenadores da campanha ao Governo do Ceará já foram definidos: políticos de larga experiência, militantes partidários e amigos de confiança. Cargo exige trânsito político e articulação, além de potencial de gestão

11:22 | 09/08/2018
Quem são as pessoas que tocam as campanhas no Ceará
Quem são as pessoas que tocam as campanhas no Ceará
Serão 45 dias de corrida em busca de votos. Um estado com mais de 8 milhões de habitantes, seis candidatos e inúmeros problemas. As campanhas eleitorais que começam no próximo dia 16 precisarão alinhar estratégias políticas, financeiras e de comunicação. O equilíbrio cabe aos chamados “homens dos candidatos” — coordenadores gerais de campanha, pessoas de confiança, com articulação política estabelecida e potencial de gestão. 
 
 
A maioria desses nomes já está definida no Ceará. Muitos trazem consigo experiência, além de um histórico de bom trânsito entre partidos, coligações, parlamentares e gestores. Entre as funções práticas dos coordenadores, estão a definição de temas prioritários, regiões a serem visitadas, além da orquestração da imagem e discurso para a TV. "Mas o trabalho é heterogêneo. Essa pessoa, que poderia inclusive ser uma mulher, representa na verdade uma coletividade de diversos profissionais", destaca Monalisa Soares, socióloga do Laboratório de Estudos sobre Política, Eleições e Mídia (Lapem) da Universidade Estadual do Ceará. 
 
A capacidade de diálogo é fundamental. Principalmente em cenários de segundo turno, recorrentes em eleições governamentais cearenses. "Nesse caso, o coordenador é a pessoa que pode contribuir para que a campanha se aproxime de aliados em potencial", avalia. Publicitário com especialidade em marketing eleitoral, Ricardo Alcântara destaca que o potencial do coordenador acaba pesando mais. Principalmente quando há envolvimento de vários partidos. Ele compara a disputa política a uma empresa. "Existe um fluxo de receita e de despesas através de um processo operacional. É uma lógica piramidal, inclusive, incluindo o coordenador-geral e as coordenações específicas", define. 
 
 
O nome apontado para a função precisa ainda contar com a confiança quase irrestrita do candidato. Apesar de, por vezes, o coordenador ser escolhido para representar o maior partido da coligação. "Acaba estando ali com aprovação do candidato, mas colocado para viabilizar o que o partido almeja", explica.

SARA OLIVEIRA