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Campanhas começam com desafio de atrair eleitor descrente

| Candidatos nas ruas | Registros de candidaturas realizados, começam hoje as campanhas eleitorais. Nos próximos dois meses, os candidatos terão de criar estratégias para convencer o crescente público eleitor que pretende anular votos

01:30 | 16/08/2018

Após fim do prazo para o registro de candidaturas, começa hoje o curto período de campanha menos de dois meses até o primeiro turno das eleições. O POVO foi às ruas para entender o que os eleitores esperam da campanha e encontrou uma pequena amostra do que as pesquisas de opinião têm apontado: a descrença no cenário político e o desestímulo para votar foram citados por pelo menos dez dos 12 entrevistados.

 

Mais do que estratégias para convencer os indecisos, os candidatos terão de apresentar táticas para envolver os que estão decididos a anular seus votos.

 

Para o mecânico aposentando Raimundo Galdino, 60, o voto nulo tem sido a opção em todas as últimas eleições e deverá continuar sendo no pleito que se avizinha. "A gente sabe que campanha é um período que a gente só escuta proposta mentirosa, tanto faz A como B. Você não vê melhoria de nada. Tudo o que os políticos falam a gente sabe que tem uma camada de maquiagem, tem um marqueteiro por trás. Tudo é artificial", opina e garante: "não dou meu voto pra ninguém".

 

Compartilhando de ideias similares, a operadora de caixa Greyce Gama da Silva, 29, também deve votar nulo. "Nada que eles (candidatos) disserem me fará mudar de ideia, porque pra mim são sempre promessas que não serão cumpridas", afirma.

 

As opiniões de Galdino e de Greyce sintetizam o que o professor emérito de Ciências Políticas da Universidade de Brasília (UnB) David Fleischer denomina como "onda de alienação". "É uma onda de descrédito na classe política. Já vem de outras eleições, não é um cenário completamente novo, mas cresceu muito por conta das denúncias como as da Lava Jato. Não se assiste a um telejornal hoje sem que se tenha cinco ou seis novas acusações de corrupção e  malfeitos que os políticos andam fazendo", aponta.

 

Conforme o cientista político, os candidatos parecem não estar cientes do desafio posto de "atrair esse público eleitor descrente". 

 

"Chamar o adversário de ficha suja, por exemplo, não é a melhor saída, porque vai haver uma troca de acusações, e em vez de atrair o eleitor, vai afastá-lo cada vez mais. Tem de ser outra estratégia", acredita.

 

Na contramão das opiniões majoritárias ouvidas pelo O POVO, a turismóloga Priscilla Silva, 27, não deve anular seus votos, mas tampouco os definiu. Ela acredita que o que a levará a tomar uma decisão serão campanhas baseadas em propostas. "Era nisso que eles deveriam focar a campanha. A gente vê muita coisa ser falada e pouco ser cumprido, e o que poderia me chamar atenção era algo que saísse do que sempre é dito: além de garantir que irá fornecer o básico, mostrar novas ideias. E isso vem de novas vozes, de novas pessoas", sugere.

 

Sem pensar em anular os votos, o bacharel em Direito Fernando Lima, 54, concorda com Priscilla. "Ainda não parei para pensar nos meus votos. Vou fazer isso agora: analisar as propostas de cada um. Eles têm de mostrar que têm condições de fazer o trivial que o brasileiro está precisando: cuidar da segurança, da saúde, da habitação e da geração de emprego. Nunca anulei meu voto, mas também me decepcionei, como muita gente que nem votar vai. O que não concordo, porque teve tanta luta pra gente ter direito de votar... A gente tem de exercer a cidadania", acredita.

 

Tristeza

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"A gente fica na dúvida, de dois em dois anos, se o candidato vai realmente fazer alguma coisa pelo o povo. Agora, é ainda pior, com toda essa situação que a gente vê nos jornais. A gente fica desacreditado se quem entrar agora pode fazer alguma diferença", lamenta Jaciane. Segundo ela, é muito triste se deparar com o Brasil do jeito como está, saber que pessoas que foram eleitas para fazer algo de bom para o povo, estão "acabando" com o País. "Hoje, o brasileiro, eu acho, tá menos besta. E para que volte a acreditar nos políticos, eles precisam mostrar o que realmente têm feito pelo povo durante a vida pública", defende.

 

Decepção

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Jacinto afirma que não gosta do período de campanha, porque já está cansado de tanta promessa. "Todo ano que ocorre eleições é só promessas e a gente não vê mudanças. Não tenho nome para nenhum dos votos, e acho que nada mais me convence. Vou votar nulo em todos. Já venho votando nulo desde depois de 2014, que foi de onde veio minha descrença". E emenda: "A gente acreditava muito nas promessas da presidente (Dilma Rousseff) e não vieram as mudanças: de melhorar a saúde, de todos terem moradia, de ter saneamento básico, e de isso chegar no Interior também".

 

Desânimo 

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Jeane Maria Souza, 57, dona de casa

 

Para Jeane, não dá pra esperar muito da campanha, porque todo ano de eleição os políticos aparecem, prometem, prometem, a população acredita, e no fim das contas eles não fazem nada. "Não escolhi voto para presidente, nem senador, e muito menos deputado. Governador eu estou pensando no Camilo, mas também ainda não sei", afirma. Para ser convencida, Jeane conta que os candidatos teriam que mostrar como vão melhorar a vida do povo. "Mas, ainda assim, nem sei se me convence. Meu filho está pensando em sair do País e se eu puder faço isso, a gente anda na rua com medo".

 

Opinião

 

Para o cientista político David Fleischer, caso candidatos não se atentem para o desânimo dos eleitores, conduzindo as campanhas como o habitual, a tendência é que a onda de desânimo cresça ainda mais durante os próximos dois meses.

 

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