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Estabilidade e complemento de renda na aposentadoria

| FUTURO | Previdência Privada é uma das alternativas para quem deseja garantir uma renda equilibrada no futuro. Benefício deve ser pensado desde cedo. Quanto maior a contribuição, maior o valor pago

01:30 | 25/07/2018
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Pensar na aposentadoria não é algo que deve ser feito quando se chega próximo dos 60 anos. O benefício da Previdência Social, para quem contribuiu por 35 anos, está garantido, mas ele nem sempre atende às necessidades da família – especialmente quando se supera o teto de R$ 5.646 do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Contudo, o pagamento de uma Previdência Complementar é uma alternativa para garantir conforto e estabilidade ao segurado.


A equação do plano privado é simples: contribuir mais para ganhar mais. “Nós temos hoje uma Previdência Social pagando cada vez menos. Não adianta pensar nessa questão nos 50 anos. A tendência é que, no futuro, o pagamento do teto do INSS seja mais baixo, diminuindo para R$ 5 mil ou R$ 2,5 mil”, estima Newton Conde, proprietário da Conde Consultoria Atuarial (CCA). O planejamento, segundo ele, deve ser feito desde cedo. “Geralmente, os pais podem já iniciar o plano de Previdência dos filhos. Eles vão depositando valores e, quando ficarem mais velhos, os filhos vão ter a garantia de recursos para a aposentadoria”, explica.

[SAIBAMAIS]

Considerando que uma pessoa ganha R$ 3 mil mensais e tem recolhido 11% do salário (R$ 330) pelo INSS, seu benefício seria quase R$ 2,7 mil – levando em conta que ela começou a contribuir aos 20 anos e se aposentou aos 60 anos. Na Previdência Privada, se utilizado o mesmo padrão, o benefício será de R$ 1,51 mil. “Para ele ter na Previdência Privada próximo dos R$ 2,7 mil, a contribuição seria de R$ 586, enquanto na Previdência Social ele pagaria R$ 330”, avalia.


Em outro caso, segue a lógica do contribuir mais para ganhar mais: o segurado investia R$ 700 mensais, com a mesma idade de 20 anos e, aos 50 anos, acumulou R$ 500 mil. Para se aposentar na Previdência Privada teria uma renda de R$ 2,17 mil. Com esses mesmos R$ 500 mil, se a aposentadoria fosse aos 60 anos, ele teria um benefício mensal de R$ 2,6 mil.


No País, há duas modalidades de planos de Previdência Privada. A primeira é o Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL). Sua principal característica é a dedução da contribuição do Imposto de Renda (IR), permitindo abater até 12% da renda bruta tributável (salário, renda de aluguéis, etc). Ideal para pessoas que têm mais despesas que o normal a deduzir, como gastos com planos de saúde, educação e dependentes.


“A grande vantagem é que você pode ter isenção de imposto. Lança o que aplicou na declaração anual. Mas, no início da aposentadoria, como você teve deduções durante anos, o valor será cobrado ao longo do pagamento do seu benefício”, destaca Fernando Aquino, conselheiro do Conselho Federal de Economia (Cofecon).


Já o Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL) é aplicado para quem opta pelo modelo de declaração simplificado, ou seja, possui menos deduções a fazer e utiliza o padrão de 20% de desconto. Aqui não incidem tributos sobre o dinheiro a receber no início da aposentadoria.

 

NÚMEROS


5,6 MIL reais é o atual teto do INSS, em que as aposentadorias do País são baseadas.

 

2,7 MIL reais seria o valor da aposentadoria de quem ganha R$ 3 mil e tem recolhido 11% do salário pelo INSS.

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ÁTILA VARELA

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