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Opinião. Nosso caos é um só

01:30 | 25/05/2018

Os governos petistas acostumaram mal o País quanto ao preço dos combustíveis. Desde Lula, o País investiu no populismo de bomba, praticando o manejo de preços de modo a amainar impactos no bolso dos consumidores. Não poderia acabar bem. E não acabou.


Ao assumir a Petrobras, Pedro Parente aplicou a regra do jogo. Petróleo é uma commodity sujeita à cotação internacional e sofre as oscilações. Abafar os impactos, absorvendo os prejuízos, não é sério.


A nossa estatal mais valiosa vinha pagando a conta, afora o sangramento pela corrupção deslavada, descoberta, ora vejam, pela Lava-Jato. Caso o País tivesse sido confrontado com a realidade tal qual ela é, sem mágicas, decerto viveríamos dias melhores hoje.


Caos é uma palavra curta e forte que jornalistas adoram. Cabe fácil nos títulos e é boa para rádio e TV. Oferece uma sílaba tônica com som aberto. Costuma ser banalizada. Não é o caso agora com esta greve de caminhoneiros. Um país deste tamanho de joelhos na boleia.


Uma parte deste caos vem da nossa pobre infraestrutura, filha da mesma corrupção que feriu a Petrobras. Os aeroportos de Guarulhos e Galeão, por exemplo, operam com mais tranquilidade porque têm oleodutos. Simples assim. Mais eficientes e mais seguros. Certamente a montanha de dinheiro roubada na Transpetro no seu passado recente deveria ter sido investida nisto.


Como a Petrobras sofreu ao comprar Pasadena e erguer sozinha a superfaturada Abreu e Lima, com a sócia PDVSA inerte. Nosso caos é um só...


JOCÉLIO LEAL

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GABRIELLE ZARANZA

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