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Mudanças na política de reajuste ainda sem impacto

01:30 | 14/05/2018

No início de 2018, em janeiro, a Petrobras anunciou mudanças em sua política de reajuste de tarifas para o Gás Liquefeito de Petróleo (GLP), principal insumo do gás de cozinha. Entre as alterações, estavam as variações que passariam a ser tarifárias - e não mais mensais. Além disso, a companhia reduziu 5% do valor cobrado na distribuidora e fez uma nova diminuição de 4,4% em abril. Em Fortaleza, o repasse até funcionou, e o preço final ao consumidor sofreu queda nos primeiros meses do ano, (R$ 74 em janeiro e R$ 70 em março, na média da Capital). No entanto, o preço final voltou a se elevar.

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Na diferença entre os preços do que a Petrobras vende para o que o consumidor compra estão outros valores embutidos. A parcela de distribuição e revenda representa quase metade (49%) do valor total na hora de comprar o botijão.


Bruno Iughetti, especialista em petróleo e gás, projeta um cenário pessimista em relação ao preço do gás de cozinha para o restante de 2018. “Temos o preço do barril de petróleo hoje a 76 dólares. Tudo indica que podemos chegar até 100 dólares e esse impacto afeta derivados líquidos e gasosos. O modelo adotado pela Petrobras leva em conta uma equação em que a desvalorização cambial interfere. E ainda tivemos impactos negativos essa semana com aumento de tensão EUA e Oriente Médio”, explica.

 

 

GABRIELLE ZARANZA

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