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Presos confessam latrocínio; Polícia investiga outras possibilidades

| ROUBO | Presos confessaram que escolheram a vítima por ser mulher e estar sozinha no veículo. Pelo menos outros dois membros da quadrilha permanecem soltos e são procurados

01:30 | 14/04/2018

 
A dupla presa pelo homicídio da estudante Cecília Raquel Gonçalves Moura, na última quinta-feira, 12, confessou o crime. Autuados por latrocínio consumado, eles admitiram que o objetivo era roubar o veículo. O crime é investigado pela Divisão de Homicídios e Proteção á Pessoa (DHPP) em parceria com o 13º Distrito Policial (DP), que cobre a área.


Estão presos Leonardo de Lima Nascimento, de 22 anos, com passagem por tráfico de drogas e receptação, e Antônio Honorato Pinheiro Macedo, de 19 anos, com passagem por crime de trânsito.

Além do latrocínio, eles foram autuados por adulteração de veículo, receptação e formação de quadrilha. Pelo menos outros dois acusados pelo crime estão sendo procurados pela Polícia.
De acordo com o delegado Leonardo Barreto, da DHPP, a Polícia trabalha preliminarmente com a hipótese de “motivação para fins patrimoniais”, confessada pelos suspeitos.

Perguntado sobre a probabilidade do crime se tratar de retaliação a um caso relacionado a um familiar da vítima, o delegado diz que a possibilidade é remota, mas que todas as linhas serão investigadas durante os próximos dez dias restantes para concluir o inquérito policial.

Sobre a escolha do veículo, Leonardo disse que por o vidro estar semiaberto, foi verificado que era uma mulher ao volante e que seria um alvo mais fácil. “Isso nós entendemos como o triângulo do crime: agente motivado, vítima vulnerável e ambiente favorável”. O preso Leonardo Nascimento assume que participou da ação criminosa, mas nega que tenha atirado. Ele também diz não saber o nome dos comparsas.


Em perícia realizada na manhã de ontem, no prédio da DHPP, a Polícia confirmou que o veículo de modelo Prisma, de cor cinza e placa PXV-7642, usado no crime, é clonado. A Polícia também pediu análise de outros vestígios, como DNA encontrado no automóvel.


O carro teria sido usado em pelo menos outros quatro assaltos, conforme o delegado Hélio Marques, do 13º DP. “A quadrilha já atuava com intensidade nos bairros Cidade dos Funcionários, Parque Manibura, Edson Queiroz e Sapiranga, com especialidade na prática de assalto. Nós já estávamos investigando”, relata.


“Montamos um cerco e abordamos quatro suspeitos, com dois sendo presos. Mas não vamos entrar no mérito de quem atirou. Eles são uma quadrilha armada, onde todos participam. Além disso, lembrar que o grupo não foi desarticulado. Pelo menos duas pessoas ainda estão soltas”, explica o delegado. Os outros suspeitos foram identificados, mas os nomes não foram divulgados para não atrapalhar as investigações.


Cecília Moura estava a caminho do trabalho quando foi abordada por três suspeitos ainda dentro carro, na rua Vereador Pedro Paulo. Ela foi alvejada na nuca ao tentar fugir. Após o tiro, perdeu o controle da direção e colidiu o automóvel com um muro. A jovem chegou a ser encaminhada ao Instituto José frota (IJF), mas não resistiu aos ferimentos e morreu. (Rubens Rodrigues) 

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GABRIELLE ZARANZA

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