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Base Aérea pagaria R$ 40 mil por destroços do xavante

01:30 | 09/04/2018

A Base Aérea de Fortaleza prometeu pagar R$ 40 mil em julho de 2000 para que uma empresa privada resgatasse destroços do xavante 4626. Corrigido pela inflação (IGP-M), o valor equivale a quase R$ 145 mil. Mas a carta-contrato nunca chegou a ser assinada porque a Ice Norte Comércio, sediada no distrito do Pecém, não conseguiu cumprir uma condição prévia imposta pelos militares: localizar a aeronave no fundo do mar.


A minuta foi incluída como prova no Inquérito Policial Militar (IMP). De acordo com o documento, a empresa não precisaria transportar todos os destroços do xavante para a Base Aérea. Os militares tinham interesse apenas na “parte da fuselagem (corpo da aeronave) onde se encontra a junção com a asa esquerda”. O contrato trazia ainda uma cláusula de sigilo. A Ice Norte se comprometia a “não divulgar qualquer tipo de informação, imagens ou fotos relativas à operação ou à aeronave sinistrada”.


A empresa do Pecém fez parte de um esforço de buscas que envolveu aeronaves militares e embarcações civis. Um navio camaroneiro equipado com um scanner para detectar mudanças de relevo identificou 17 pontos prováveis para a localização do xavante. Mergulhadores do Corpo de Bombeiros verificaram, mas não encontraram partes do avião nas áreas marcadas.



GABRIELLE ZARANZA

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