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Racionamento teria conseguido menos de 10% do economizado

01:30 | 23/01/2018

Para se antecipar às provocações sobre racionamento de água em Fortaleza e Região Metropolitana (RMF), o governador Camilo Santana disse que a Capital consome média de 252 milhões de metros cúbicos (m³) anualmente e que, com abastecimento fracionado, economizaria 21 milhões de m³/ano. Isso é menos de 10% do economizado no ano passado, quando, por estratégias alternativas, foram poupados 292 milhões de m³.
 

Algumas das estratégias foram a tarifa de contingência, que reduziu em 18% o consumo de água na Capital, a restrição do abastecimento para irrigação e indústrias e a construção de barragens nos rios Jaguaribe e Banabuiú. “Não existe milagre pro que está acontecendo no Ceará. É esforço de planejamento”. A justificativa de Camilo para não adotar racionamento na RMF se apoia ainda no argumento de que a medida causaria transtornos como desgaste da rede de abastecimento e possível aumento de doenças transmitidas pelo Aedes aegypti, que se desenvolve em água parada.
 

Presidente da Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece), Neuri Freitas afirmou ser contra o aumento da meta de economia de 20% na RMF. “A gente está muito próximo do consumo mínimo por família, que é de 10 m³ por segundo. Pedir pra reduzir mais é complicado”.   

 

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