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Reafirmada falsidade de recibos de aluguel de Lula

O MPF no Paraná pediu que o juiz federal Sérgio Moro reconheça ideologicamente falsos os recibos do aluguel do apartamento por Lula

01:30 | 13/01/2018

A defesa de Lula afirma que o petista entregou os documentos referentes ao pagamento do aluguel MARCELO CAMARGO
A defesa de Lula afirma que o petista entregou os documentos referentes ao pagamento do aluguel MARCELO CAMARGO

O Ministério Público Federal (MPF) no Paraná pediu ontem, em alegações finais, que o juiz federal Sérgio Moro reconheça como ideologicamente falsos os recebidos assinados pelo engenheiro Glaucos da Costamarques, referentes ao suposto aluguel de um imóvel vizinho à residência do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A defesa do petista entregou os documentos para comprovar o pagamento do aluguel do apartamento em São Bernardo do Campo, no ABC paulista.

Lula é réu em ação penal na Lava Jato que investiga se um terreno em São Paulo onde seria supostamente construída a sede do Instituto Lula, no valor de R$ 12 milhões, e o apartamento vizinho ao do ex-presidente, no Edifício Hill House, que vale R$ 504 mil, seriam formas de pagamento de vantagens indevidas da empreiteira. A força-tarefa sustenta que o petista nunca pagou pelos imóveis até 2015.

A defesa do ex-presidente afirma que o MPF “abusa do direito de acusar e reforça a prática do ‘lawfare’ (perseguição política) contra Lula ao apresentar suas alegações finais”, “a despeito da comprovação de que os documentos são autênticos e idôneos”.

Já a Lava Jato, em sua manifestação a Moro, considera “irretorquível que o arguido fez uso de recibos ideologicamente falsos na ação penal de que se trata, documentos que foram ardilosamente produzidos para dar falso amparo à simulada locação, que é um dos expedientes de dissimulação da real propriedade do apartamento n. 121 de Luiz Inácio Lula da Silva”

“Ademais, em vista do farto acerto probatório que atesta a ausência de relação locatícia real, deve ser dito o óbvio, em resposta à tentativa insistente e precária da defesa de provar a existência de pagamentos única e exclusivamente invocando a força probatória atribuída pela lei civil a recibos de pagamentos: documentos ideologicamente falsos não fazem prova de pagamento ou quitação. Ao contrário, a falsidade do recibo concorre francamente para confirmar os matizes criminosos dos atos que tentam, em vão, lastrear”, conclui o texto do MPF. 

 

(Agência Estado)