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Sebastián Piñera e Alejandro Guillier disputarão 2º turno no Chile

A grande surpresa da apuração foi o resultado obtido pela candidata Beatriz Sánchez, da Frente Ampla (esquerda radical), que apareceu com 20,34% dos votos em terceiro lugar, a apenas dois pontos de Guillier, da situação

20/11/2017 01:30:00
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O ex-presidente Sebastián Piñera liderava neste domingo o resultado da eleição presidencial no Chile para suceder a socialista Michelle Bachelet com 36,67% dos votos, insuficientes para evitar o segundo turno com o candidato da situação Alejandro Guillier, que ficou em segundo lugar.
 

Com 81,75% dos votos apurados, a grande surpresa foi o resultado obtido pela candidata Beatriz Sánchez, da Frente Ampla (esquerda radical), que aparece com 20,34% dos votos em terceiro lugar, a apenas dois pontos de Guillier, candidato da Nova Mayoría, que obteve 22,64%.
 

Além do resultado inferior ao esperado de Piñera, o candidato do Chile Vamos (direita), José Antonio Kast, que reivindica o legado da ditadura militar de Augusto Pinochet (1973-1990), obteve 7,88% dos votos.
 

Atrás dele aparecem a candidata da Democracia Cristã Carolina Goic, com 5,91% e Marcos Enríquez-Ominami (esquerda) com 5,68%. Este resultado “reconfigura completamente a paisagem política chilena”, disse à René Jara, analista da Universidade de Santiago.
 

Os votos obtidos por Sánchez dão um “poder negociador muito forte para o segundo turno”, disse o analista.
 

Embora até agora a extrema esquerda tenha hesitado em apoiar Guillier, agora “estará obrigada a fazer porque se não fizer será a responsável pela volta de Piñera” ao poder, opina.

Erro nas pesquisas
 

Cerca de 14,3 milhões de cidadãos foram convocados às urnas para votar.
 

Oito candidatos presidenciais, entre eles seis de centro-esquerda, desejavam suceder a presidente socialista Michelle Bachelet a partir de 11 de março.
 

A equipe de campanha de Piñera minimiza este resultado. “A distância entre Sebastián Piñera e quem o segue, Alejandro Guillier, é similar ou equivalente à distância que no ano 2009 teve com o ex-presidente (Eduardo) Frei”, com o qual também teve 14 pontos de diferença, disse Ernesto Silva, do comando do ex-presidente.
 

“Nos dias anteriores à eleição nos havíamos imposto duas metas centrais: a primeira era conseguir passar ao segundo turno e a segunda, ter uma distância de pelo menos 10 pontos”, assegurou Silva.


Para o analista Kenneth Bunker, “a direita chega fraca ao segundo turno. Agora tudo se trata de negociações entre Guillier, a Frente Ampla e Marcos Henríquez-Ominami”.


Sobre as eleições deste domingo, sem incidentes registrados, pairou o fantasma da baixa participação em um país que é campeão em abstenção na América Latina, já que o voto não é obrigatório.

Adriano Nogueira

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