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Defesa de Lula diz que Palocci cede a pressão

Para a defesa de Lula, as declarações de Antonio Palocci terão o mesmo destino das feitas pelo ex-presidente da OAS, Léo Pinheiro, e do ex-senador Delcídio Amaral

07/09/2017 01:30:00
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“Preso e sob pressão” por ter sido condenado a 12 anos de prisão, Antonio Palocci negocia acordo de delação “que exige que se justifiquem acusações falsas e sem provas apresentadas” contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

 

Assim reagiu o criminalista Cristiano Zanin Martins, advogado de Lula. Em nota, ele afirmou ainda que “o depoimento de Palocci é contraditório com outros depoimentos de testemunhas, réus, delatores da Odebrecht e com as
provas apresentadas”.

[SAIBAMAIS] 

Para a defesa de Lula, as declarações de Palocci terão o mesmo destino das feitas pelo ex-presidente da OAS, Léo Pinheiro, e do ex-senador Delcídio Amaral. “Como Léo Pinheiro e Delcídio, Palocci repete papel de validar, sem provas, as acusações do MP para obter redução de pena.”

 

Para a defesa de Lula, Palocci compareceu “pronto para emitir frases e expressões de efeito, como pacto de sangue”. Zanin concluiu sua nota afirmando que “após cumprirem este papel, delações informais de Delcídio e Léo Pinheiro foram desacreditadas” até pelo Ministério Público Federal.

Dilma e PT
A ex-presidente Dilma Rousseff não se manifestou sobre as declarações de Palocci. A Comissão Executiva Nacional do O PT divulgou nota afirmando que “rechaça as informações prestadas pelo ex-ministro”. “O depoimento se soma a outras tentativas da Força Tarefa da Lava Jato de tentar incriminar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, sem apresentação de provas, baseadas apenas em delações sem valor legal. Fica cada vez mais claro o caráter de perseguição política movida por setores da Justiça
contra o PT.”

 

A executiva do partido relaciona o conteúdo do depoimento de Palocci com o fato de Lula liderar pesquisas de opinião de voto para as eleições de 2018. “O PT se solidariza com o ex-presidente Lula”, afirma nota.

 

SAIBA MAIS

 

Acordo com grupo dJ&F

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, deve pedir ao Supremo Tribunal Federal (STF) que o empresário Joesley Batista e outros dois delatores do Grupo J&F percam a imunidade penal prevista no acordo de colaboração.

O motivo é a omissão de fatos descobertos em gravação entregue pelos delatores. A indicação de Janot converge com a avaliação feita por ministros da Corte de que os benefícios concedidos aos empresários merecem ser rediscutidos, embora façam a ressalva de que as informações obtidas a partir do acordo poderão continuar a ser aproveitadas em processos.

A imunidade aos irmãos Batista é alvo de questionamento desde maio, quando a delação foi divulgada. Janot tem defendido o acordo com a justificativa de que não havia outra opção.

 

Adriano Nogueira

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