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O seguro ideal pra você

Com valor calculado de acordo com o perfil do motorista, seguros para veículos podem oferecer cobertura para diferentes situações

16/05/2019 01:39:47
O economista Guilherme Muchale, 34, queria evitar dor de cabeça e contratou um seguro para o Tucson 2010
O economista Guilherme Muchale, 34, queria evitar dor de cabeça e contratou um seguro para o Tucson 2010 (Foto: Deísa Garcêz/Especial para O Povo)

Contar com um seguro pode ser uma ajuda na hora de lidar com situações que envolvam desde acidentes mais graves até problemas mecânicos. O tipo de plano a ser contratado deve atender ao perfil do cliente e vários fatores influenciam no prêmio — o valor pago pelo seguro. O local onde o carro pernoita, se ele é guardado em garagem ou não e a idade do motorista principal ou esporádico são alguns deles.

"São detalhes que, quando estamos analisando a apólice, é interessante realmente conhecer o perfil do cliente. Por isso é importante ter uma conversa inicial, para ele não contratar algo que não vai atendê-lo", afirma Jozivan Leal, sócio da Planos Corretora de Seguros e Saúde. O empresário alerta que é importante informar ao corretor mudanças — de endereço ou estado civil, por exemplo — durante a vigência do seguro. "A seguradora vai realmente fazer essa averiguação quando há perda total. Se tiver alguma divergência de informação da apólice, ela pode negar o seguro."

Caso o segurado não se envolva em sinistros, a corretora de seguros Marina Moura, da ACTM Corretora de Seguros, explica que ele tem direito a um bônus, gerando desconto. "O bônus vai aumentando. Começa no zero. Se não sofrer sinistro, no outro ano vai para bônus 1. No segundo ano, para bônus 2." Em caso de sinistro, acrescenta, regride-se uma categoria, podendo aumentar posteriormente.

Outro elemento que interfere no valor final é a franquia, valor a ser pago pelo segurado se ocorrer um sinistro. "Nos casos de indenização integral por perda total não há a aplicação da franquia. Há vários níveis disponibilizados pelas seguradoras e quanto maior for a franquia, menos prêmio o segurado paga e vice-versa", afirma o professor José Varanda, da Escola Nacional de Seguros (ENS).

Há duas coberturas básicas, segundo explica o professor: uma compreensiva — mais ampla, que cobre casos como colisões, capotagens, enchentes, roubo, furto, eventos da natureza etc — e outra mais restrita, exclusivamente para incêndio e roubo ou furto total do veículo. Além disso, as seguradoras podem comercializar os seguros opcionais Responsabilidade Civil Facultativa de Veículos (RCF-V), para reparar danos a terceiros, e Acidentes Pessoais de Passageiros (APP), que cobre todos os ocupantes do veículo segurado.

Após ter experiências negativas no trânsito, ficar semanas sem carro e com prejuízo financeiro — além do emocional abalado —, o economista Guilherme Muchale, 34, optou por contratar um seguro. "Senti que um possível incidente não afetaria de maneira tão crítica a minha vida." Ao comprar seu Tucson 2010, Muchale já pensou na necessidade deste serviço, uma vez que os custos para consertá-lo, caso necessário, seriam maiores que os do carro que usava antes. Hoje, ele utiliza os serviços da Tokio Marine Seguradora.

Para contratar uma seguradora, o economista pesquisou em sites de reclamação de consumidores e buscou diferentes empresas para garantir um bom custo benefício. "Na cotação, achei importante que houvesse carro reserva e cobertura para qualquer dano nas lanternas e nos faróis do carro, que costumam ter um valor alto e sempre são danificados, mesmo em acidentes leves."

Muchale relata que se envolveu em um acidente leve durante um período de férias. "A situação foi resolvida rapidamente e consegui abstrair do ocorrido e aproveitar a confraternização com os colegas do trabalho para comemorar os resultados alcançados durante um ano de muita dedicação."

Nem sempre, porém, os problemas são resolvidos de forma simples. Em 2015, o professor Diego Henrique, 33, precisou contar com a ajuda de amigos para chamar atenção, nas redes sociais, para o caso do New Fiesta 2013/2014 dele. Após bater em um automóvel que havia avançado a preferencial e acionar a seguradora, colocou o carro em uma oficina. Por muito tempo, ficou sem respostas satisfatórias. "Eu tinha um corretor, mas ele adoeceu e não podia resolver por mim. [...] Eu tinha que ficar tentando resolver, e sempre era resposta que não respondia nada." Ao todo, foram sete meses sem o carro.

Foi assim que ele recorreu a diversas estratégias para fazer uma campanha online: de ensaios fotográficos a playlist de músicas. "Sempre com bom humor", destaca. "[A iniciativa] começou a ter engajamento das pessoas e conseguiu ter visibilidade por parte da seguradora. Ao invés de eu começar a procurá-los, eles começaram a me procurar." Para o professor, é importante que a seguradora ofereça uma cobertura que vá além do material. "É fazer com que a pessoa não tenha dor de cabeça com a situação, que já é muito difícil. Já é um transtorno muito grande."

 

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QUANDO O SEGURO NÃO COBRE

1. Informações equivocadas na apólice;

2. Casos de fraude ou má-fé do segurado;

3. Prejuízo está dentro da franquia;

4. Evento causador do dano fora da cobertura;

5. Infrações nas leis de trânsito.

Fontes: Marina Moura, corretora de seguros da ACTM Corretora de Seguros; professor José Varanda, da Escola Nacional de Seguros (ENS), e Jozivan Leal, sócio da Planos Corretora de Seguros e Saúde

PERFIL E FATORES QUE INTERFEREM NO PREÇO

1. Sexo, idade e estado civil do segurado;

2. Condutor principal ou esporádico com idade entre 18 e 25 anos;

3. Local em que o carro pernoita;

4. Se o carro é guardado em local fechado ou aberto;

5. Existência ou não de garagem para a guarda do veículo;

6. Uso comercial ou particular do automóvel;

7. Franquia normal ou reduzida;

8. Valor da Responsabilidade Civil Terceiros: Danos Materiais e Danos Corporais;

9. APP (Acidentes Pessoais de Passageiros): Invalidez e Morte Acidental;

10. Assistência de vidros, faróis e retrovisores;

11. Carro reserva.

Gabriela Custódio