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Transforme o danificado em novo

Saiba quais tipos de reparos de amassados e arranhões dos veículos devem ser escolhidos de acordo com o dano da peça

01:30 | 03/05/2018

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Amassados e os arranhões deixados de lembrança da desatenção no trânsito ou mesmo na hora de manobrar o carro. As marcas na lataria podem ser corrigidas com alguns tipos de procedimentos em oficinas ou até na sua própria casa.
 

Em um engarrafamento na Avenida Leste Oeste, o administrador Claudionor Júnior, 35, levou a pior depois de um motorista se distrair no trânsito. “Não danificou tanto o dele, porque tinha uma barra de ferro, danificou mais o meu parachoque”, conta. Os reparos de R$ 500 em funilaria foram custeados pelo culpado. Porém, essa não foi a única vez que Claudionor teve de recorrer à funilaria. Outra vez, o distraído foi ele na Avenida Duque de Caxias. “Foi realmente eu que bati em um outro carro. Fui olhar o retrovisor para fazer a ultrapassagem e me taquei na traseira em um Fox Cross”, relembra.
 

Para recuperar o capô do seu Classic e os parachoques dos dois, Claudionor optou pela mesma técnica utilizada na primeira colisão. “O primeiro passo é a desmontagem da peça, depois é a funilaria que é o desamassamento, parte para a preparação de pintura, pintura, polimento e montagem”, explica Fran Haylo, gerente da oficina Martelinho de Ouro Fortaleza. Esse método pode ser aplicado em praticamente qualquer tipo de peça e os resultados são satisfatórios. “Não ficou nenhuma deformação, tanto no meu quanto no do rapaz”, comemora Claudionor Júnior.
 

Uma das vantagens do procedimento é a possibilidade de recuperação de danos profundos, evitando o custo com a troca por uma peça nova. Contudo, segundo Fran Haylo, quando a peça tem mais de 50% da estrutura danificada, é mais válido comprar outra. Quanto às desvantagens, o recurso leva alguns dias para ser trabalhado a depender do estrago. Além disso, requer pintura após o tratamento, perdendo a originalidade do carro.
 

Quando o amassado não é muito grande, há outra forma de recuperar a boa estética do carro. “O martelinho de ouro é uma técnica desenvolvida para não fazer a pintura do carro, ela só dá certo para pequenas (batidas) e onde tem acesso. É muito difícil, ele vai de pouquinho em pouquinho colocando o amassado para fora. O profissional olha o amassado e vê quanto que vai cobrar”, afirma Taniel Costa, assistente administrativo da Expedito Pinturas.
O serviço é mais rápido que a funilaria, variando de 40 a 50 minutos por peça. Assim, o cliente não precisa enfrentar dias sem o carro. Além disso, sem a necessidade de pintura, não desvaloriza o veículo, mantendo a pintura de fábrica e tornando mais fácil a venda. Mas também tem suas exceções de casos em que não pode ser aplicado. “Não é só porque não tem tirado a pintura.

 

Às vezes uma pedradinha, às vezes ela dilata a lata. Quando a lataria do carro está dilatada, não dá para fazer o martelinho”, analisa o gerente da Martelinho de Ouro Fortaleza.


Há quem se arrisque a tentar tirar o amassado com artifícios artesanais, água quente e desentupidor, como mostram vídeos no Youtube com mais de 200 mil visualizações. “Não fica na perfeição, mas tira toda aquela bola. Só deve ser em peças originais e nunca repintadas. Quando o amasso fica aquele círculo, quando fez entrar, em outros casos não consegue. Geralmente é nas quinas de parachoque apenas”, afirma Fran Haylo. Já Taniel Costa contraindica por achar que não fica perfeito e sugere que se analise o reflexo deformado da própria pessoa no carro para notar o amassado. 

 

SEIS TÉCNICAS

SEU CARRO BRILHANDO

1. FUNILARIA:

Pode ser utilizada praticamente em qualquer peça, em danos mais profundos. Tem a vantagem de não precisar comprar uma peça nova, mas desvaloriza o carro já que precisa passar pelo processo de pintura depois de pronto.

2. MARTELINHO DE OURO: 

Além de manter a originalidade do carro, é um processo rápido que pode ser aplicado em batidas que não danificaram a pintura. Contudo, é necessário que a área seja acessível, ou seja, não tenha obstáculos que impeçam de chegar as ferramentas.

3. MÉTODO ARTESANAL: 

Utiliza-se água quente para amolecer a região amassada para posteriormente ser puxada para fora com um desentupidor. É uma forma gratuita de melhorar a estética do veículo, mas profissionais de oficinas alertam que provavelmente permanecerá alguma deformação.

4. MICROPINTURA: 

Divide opiniões entre os profissionais. A tinta é aplicada apenas no local onde o risco foi efetuado. É recomendado apenas para arranhões profundos, causados, por exemplo, por pregos, tampas de garrafa e motos.

5. CANETA: 

Sua utilização também é polêmica. Basta comprar o objeto da mesma cor do carro. Enquanto alguns sugerem para cobrir pequenos arranhões, outros condenam totalmente sua utilização. 

6. LIXAMENTO E POLIMENTO: 

Procedimento utilizado para arranhões superficiais. Sua eficácia é aprovada entre os profissionais. Para aqueles que forem mais profundos, é recomendado que se utilize outra técnica.

LORENA MARCELLO

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