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Métodos de tira risco: algumas polêmicas

01:30 | 03/05/2018


Para os arranhados, há outras técnicas para trazer a sensação de veículo recém saído da concessionária. A última vez que Vânia Santos, 51, teve de cobrir arranhões foi no carro de sua filha. “Tem uns dois meses. O pai dela deixou o carro engatado. Quando ela foi ligar, deu aquele pulo. Arranhou bem a parte da frente”, revela a gerente do pet shop Universo Pet. A escolha pela micropintura foi feita com segurança. “Pelo preço, pela agilidade do serviço e pela perfeição. Foi de um dia para o outro”, completa. Vânia desembolsou R$ 220 pelo serviço em um veículo branco.


O preço de qualquer um dos procedimentos vai variar de acordo com a peça, a cor e o ano de fabricação. Quanto mais a cor for metálica e mais perolizada, mais caro será. A micropintura é feita especificamente em cima da parte arranhada. Segundo Carlos Ferreira, gerente da loja Riscauto, quando é possível identificar uma outra cor no fundo do risco, é sinal de que ultrapassou as camadas de verniz e de tinta. Assim, o método a ser utilizado é a micropintura. “Eu não aconselho a micropintura quando tem muitos arranhões superficiais. Só em arranhões mais profundos, que são com pregos, com tampas de garrafa, com motos”, sugere.
 

Essa prática divide opiniões entre os profissionais. “Tira risco, particularmente para mim, esse serviço não existe. É meia boca. Só serve em pequenos arranhões, em cores sólidas. Se você mostrar para qualquer pessoa, você vê que teve um processo”, defende Taniel Costa. Outra técnica que causa polêmica é a caneta tira risco automotivo. Geralmente, elas podem ser encontradas na faixa de R$ 8 a R$ 27. Na oficina Expedito Pinturas, ela é dada de cortesia. “Ela não tira total o risco, ele vai maquiar o arranhão. Todo carro que chega aqui, eu pego a própria tinta do carro. As canetas funcionam”, afirma o assistente administrativo do local.
 

Apesar de o objetivo da caneta ser apenas camuflar o risco, sua utilização é condenada por algumas pessoas. “Eu tenho 30 anos de experiência, só em arranhão e retoque, qualquer carro, qualquer cor, não existe mágica para tirar arranhão de automóveis a não ser por polimento, micropintura ou funilaria e pintura”, argumenta Carlos Ferreira.


Em arranhões mais superficiais, há um consenso maior sobre a eficácia de lixamento e polimento. “É para quando arranha só o verniz, que tem três camadas. Alguns arranhões só ficam na primeira camada do verniz, aí a gente faz o lixamento e o arranhão sai. Vai desgastar um pouco a camada do verniz, mas vai ficar legal o serviço”, acrescenta Taniel.

LORENA MARCELLO

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