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Pets: eles geram mercado

Como as relações afetivas entre pessoas e animais de estimação têm aquecido os negócios e gerado empregos

08/07/2019 01:37:21
O veterinário Tiago Ferreira aponta que, cada vez mais, as pessoas tem optado por criar animais de estimação, para companhia ou até terapia
O veterinário Tiago Ferreira aponta que, cada vez mais, as pessoas tem optado por criar animais de estimação, para companhia ou até terapia (Foto: Deísa Garcêz/Especial para O Povo)

O Brasil já em 2013 era lar para 132,4 milhões de animais de estimação, sendo 52,2 milhões de cães e 22,1 milhões de gatos, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O número representa a quarta maior população total do mundo em animais de estimação, além de ser a segunda maior do mundo quando considerado o número de cães, gatos e aves canoras e ornamentais.

A partir desses números, os negócios na área se mantém aquecidos mesmo em meio a crises. A Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (ABINPET) informou, em 2017, que o País teve o terceiro maior faturamento do mundo em mercado pet, totalizando 20,3 bilhões de reais. Dessa quantia, 68,6% foram voltados para alimentação, 15,8% para serviços, 7,9% para equipamentos, acessórios e produtos de higiene e beleza animal e 7,7% para medicamentos veterinários.

Diante disso, o mercado profissional voltado para o setor segue aquecido. Tiago Ferreira é veterinário há dois anos e meio e garante que a demanda do mercado vem aumentando. "Alguns tutores inclusive optam pela tutela de cães e gatos ao invés dos filhos humanos", indica.

Com cerca de nove atendimentos por dia, entre consultas e vacinas, Tiago destaca as áreas de dermatologia e oncologia como referentes ao maior número de casos na rotina de cães e gatos. Também atuando como professor universitário, Tiago confirma que, apesar de ramos como medicina de animais silvestres e animais aquáticos virem crescendo em procura dos estudantes, a maioria dos alunos formados ainda se direciona para a área pet.

 "Para o profissional que está ingressando agora na área de pets, a principal dica que eu dou é: não deixe de estudar. A Medicina Veterinária está em constante evolução, e a melhor forma de prestar um serviço de excelência é mantendo-se sempre atualizado", sugere.

João Alves ainda é acadêmico em veterinária mas já administra o próprio pet shop. Mesmo estando há apenas seis meses no ramo, ele conta que o crescimento da demanda foi perceptível. "Quando a gente começou tinha pouca mercadoria, pouca ração, e quando foi passando o tempo a gente foi aumentando bastante a demanda. Nós temos bastante banho e tosa também mas o principal é ração", explica.

Para conseguir administrar a loja, o proprietário da Gapas Pet realizou cursos online de empreendedorismo. O objetivo é fazer um curso de banho e tosa, atividade que, atualmente, é realizada por um profissional contratado no estabelecimento, e abrir uma clínica veterinária ao final da faculdade. Lucrando entre R$ 3 mil e R$ 5 mil por mês, o negócio investe no atendimento personalizado. "Hoje eu recebo muitos clientes que se queixam bastante de outros estabelecimentos que não têm um bom atendimento e nós ganhamos muito nisso, muitos clientes retornam por causa do atendimento".

Média salarial no Brasil

Veterinário: R$ 2.488,97

Adestrador: R$ 1.005,13

Fonte: Catho

 

Quanto vale o mercado

Benévolo Café e Gelato

Gelato Pet: R$ 10

Reserva: mínimo de 8 a 20 pessoas, de acordo com a loja

Gapas Pet

Ração (kg):

Magnus: R$ 10

Whiskas: R$ 13,50

Friskies: R$ 13,50

Golden: R$ 14,50

 

Letícia do Vale