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O mundo na bagagem

01:30 | 08/10/2018
Celina Hissa
É formada em Publicidade com mestrado em Comunicação, pela Universidade Federal do Ceará. Fez cursos curtos no Sebrae para novos empreendedores sobre planejamento estratégico, contabilidade e comércio exterior.
Camila De Almeida
Celina Hissa É formada em Publicidade com mestrado em Comunicação, pela Universidade Federal do Ceará. Fez cursos curtos no Sebrae para novos empreendedores sobre planejamento estratégico, contabilidade e comércio exterior. Camila De Almeida

Há dois anos, a marca cearense de bolsas artesanais Catarina Mina resolveu colocar o mercado internacional na bagagem. Do último ano para cá, a presença lá fora aumentou em 10% a representatividade nos lucros, segundo Celina Hissa, 35, diretora criativa e fundadora da marca. O projeto #umaconversasincera foi o passaporte. Desde 2014, a empresa decidiu abrir seus custos de produção e aproximou consumidores, designers e artesãos.

"A gente ganhou dois prêmios internacionais com o projeto e isso nos deu mais visibilidade, recebemos muita procura de clientes dos Estados Unidos. Em 2015, percebi que tínhamos potencial para o mercado internacional e este ano começamos a atuar nesse mercado de forma assertiva", conta a designer.

Os produtos feitos à mão em Fortaleza, Itaitinga, Sobral e Amontada passaram a conquistar países da Europa, os Estados Unidos e mais recentemente o Japão. "Descobrimos que o mercado japonês gosta muito do nosso produto handmade", diz.

Segundo Celina, para se mostrar para o exterior, levou a marca para feiras em Nova Iorque e Paris, além de desfiles em Londres e Berlim. Este ano, participou do Blanc Resort Pop Up Showroom (Paris), evento de uma plataforma de curadoria de marcas brasileiras no mercado internacional. Também esteve na Splash Paris, evento que reúne marcas do mundo todo de resort wear durante o verão.

A Catarina Mina hoje está presente em 17 países, com vendas online, pop up stores (espaços de venda de curto prazo) e presença em eventos. "Cada saída desta (para eventos) custa em torno de R$ 15 mil. As pop up stores são em colaboração com outras marcas internacionais. Para entregas, tem o custo apenas do envio dos produtos", conta.

Para alçar voo, Celina fez registro da marca, feito por um escritório de advocacia, na União Europeia e Estados Unidos, além de ter buscado consultoria com o Sebrae e associações internacionais do segmento.