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Negócio no mundo das artes

As galerias Casa D'Alva e Contemporarte são exemplos de empreendedorismo e dinamismo

01:30 | 05/03/2018
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Gerar mudanças e construir um novo caminho por meio da inovação e ter capacidade de enxergar de maneira visionária são ações que vão ao encontro do empreendedorismo, conceito que tem se tornado alvo no mercado. “Em regiões mais desenvolvidas, o empreendedorismo está mais voltado às novas tecnologias. Porém, na minha concepção, ele não necessariamente precisa estar nas áreas mais tradicionais”, opina Eduardo Fontenele, professor titular do Departamento de Economia Aplicada e do Programa de Pós-Graduação em Administração e Controladoria (PPAC), ambos da Universidade Federal do Ceará (UFC). O mercado de artes plásticas de Fortaleza é um dos segmentos alternativos aos convencionais que estão mais atentos ao ato de empreender.


José Guedes, que está à frente da Casa D’Alva - galeria fundada em 2014 no bairro José Bonifácio, conta que sua trajetória de artista plástico e curador deu-lhe a visão necessária para abrir seu próprio negócio de uma forma que ele acredita agregar ao ramo. “Fui diretor do Museu de Arte Contemporânea (MAC) do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura e da casa Raimundo Cela. A visão de gestão que tive nesses lugares fez com que eu me atentasse para lacunas que há alguns anos existiam em Fortaleza”, conta.

[SAIBAMAIS]

Advogado por formação acadêmica, José Guedes acredita que ter uma visão tecnicista do universo das artes visuais foi um dos elementos de destaque para o start e a fluência de sua galeria. “O objetivo da Casa D’Alva é fomentar o mercado local de arte respeitando critérios como autenticidade das produções artísticas. Queremos que as pessoas entrem na galeria e sintam que estão em um museu e não somente em um local onde elas poderão encontrar produções que podem ser compradas.”


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KELLY HEKALLY

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