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NASA Science Day chega a Fortaleza para debater a profissão que vê a Terra de longe

A chegada histórica de astronautas ao solo lunar, desde que deixaram a órbita terrestre em 1969, completa 50 anos este ano. Desde então, tecnologia e ciência avançaram tanto que já se fala em ficar muito mais tempo por lá e até pisar em Marte e outros destinos. Mas quem são os profissionais por trás das engrenagens de foguetes, da pesquisa e da educação no espaço? Alguns deles estarão em Fortaleza, nos próximos dias 23 e 24 de março, durante a 2ª edição do NASA Science Days.

O POVO perguntou a Marco Antônio Vieira de Rezende, coordenador da Unidade Regional da Agência Espacial Brasileira de Natal, única fora de Brasília, sobre o que é necessário para trabalhar na Agência Espacial Brasileira.

OP - No Brasil, qual o passo a passo para quem deseja trabalhar na Agência Espacial Brasileira?

Marco Rezende - Temos um projeto aqui em Natal (RN) que se chama Centro Vocacional Tecnológico Espacial. A finalidade desse projeto é despertar nesses jovens, principalmente antes do período de vestibular, algo que os ajude a entender de forma mais realista a área espacial e diminuir essa distância que eles têm, visto que a ideia mais próxima que eles têm disso se refere a ficção científica, filmes e séries do gênero. Nossa ideia é trazer para perto deles símbolos e o real significado do que diz respeito à era do espaço, astronauta, satélites e foguetes, e aviões também. Este projeto é pra tentarmos ampliar o universo deles para que se despertem vocacionalmente para entrar na área espacial. É possível estar mais perto da profissão por meio de diversos cursos, como Engenharia Elétrica, Mecatrônica, Eletrônica e outras áreas afins. Hoje oito universidades no país já oferecem o curso de Engenharia Aeroespacial. Além disso, os níveis de mestrado, doutorado e pós-doutorado também se incluem nessas formações. Para ingressar na Agência Espacial Brasileira é preciso participar de concurso público e ter formação em áreas afins à área espacial. A agência fez o primeiro concurso de sua história há três anos. A primeira turma foi composta por aproximadamente 60 profissionais, que foram efetivados ao longo desse período. Deve ocorrer um novo concurso em breve, agora com o novo ministro de Ciência e Tecnologia, que também contempla a área espacial. Também temos pessoas que trabalham nas áreas administrativas, de comunicação e outros setores, como contempla um concurso de caráter público.

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