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"O problema é que ninguém quer perder nada", diz Bolsonaro sobre reforma

Previdência. Negociação com policiais

04/07/2019 02:29:19
BOLSONARO, acompanhado da primeira-dama, Michelle, participou ontem de evento em comemoração aos 243 anos da independência dos EUA
BOLSONARO, acompanhado da primeira-dama, Michelle, participou ontem de evento em comemoração aos 243 anos da independência dos EUA (Foto: Carolina Antunes/PR)

Depois de se tornar alvo de críticas de policiais federais, que chegaram a chamá-lo de traidor, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) prometeu ontem a agentes de seguranças que "resolveria o problema" deles.

No início da noite, em São Paulo, um acordo chegou até a ser anunciado por líderes de partidos para diminuir as exigências para a aposentadoria dos policiais, mas não obteve sucesso.

O presidente admitiu que sugeriu mudanças para a aposentadoria de policiais que servem à União no texto da reforma da Previdência, em processo de apreciação na Câmara, mas disse que a proposta não foi acatada.

"Eu fiz uma excelente proposta, não aceitaram. Agora vai para o voto", lamentou ao ser questionado sobre se teria feito alguma orientação sobre o assunto, como informado por líderes da Câmara.

Bolsonaro completou dizendo que "o problema é que ninguém quer perder nada" e voltou a afirmar que "todos têm que dar sua contribuição".

A proposta original, enviada pelo governo em fevereiro, cria uma idade mínima de 55 anos para a aposentadoria da categoria, com 30 anos de contribuição. As exigências foram mantidas na terceira versão do parecer de Samuel Moreira, lida ontem na Comissão Especial que analisa a proposta na Câmara.

Hoje, não há idade mínima para policiais federais se aposentarem, apenas uma exigência de 30 anos de contribuição, se homem, e 25 anos, se mulher.

A proposta anunciada por líderes da Câmara permitia que a categoria se aposentasse com idade mínima de 53 anos (homem) e 52 anos (mulher). Na transição, eles também teriam o direito ao último salário da carreira (integralidade) e reajustes iguais aos da ativa (paridade), desde que cumprissem um pedágio de 100% sobre o tempo que faltasse para trabalhar. Ou seja, se faltarem dois anos, o agente teria de trabalhar mais quatro anos. (Agência Estado)

 

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