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Em ato em Fortaleza, manifestantes pedem liberdade de Lula

| UM ANO DE PRISÃO | Passeio de bicicleta e shows na Praia de Iracema deram tom de atos a favor do petista. Em São Paulo, grupo agrediu militante pró-Lula

31/12/1969 21:12:00
Bicicleata na Praia de Iracema marca ato pró-Lula
Bicicleata na Praia de Iracema marca ato pró-Lula (Foto: Fabio Lima/Fabio Lima)

O primeiro ano de prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), completado ontem, levou manifestantes à Praia de Iracema e às principais avenidas próximas. A programação na Capital incluiu passeio de bicicleta e shows musicais no Centro Cultural Belchior. O ato se inseriu em contexto nacional de protestos favoráveis e contrários ao líder.

A "bicleata", como intitulou a organização do evento, começou pouco depois das 16 horas e se deu sob algumas vaias, vindas das sacadas de prédios, e também incentivos.

Na varanda do Hotel Diogo, na avenida Monsenhor Tabosa, idoso trajando camisa da seleção brasileira fez gesto de roubo com as mãos. Em outros apartamentos, bandeiras do Brasil foram posicionadas.

Por parte dos simpáticos ao lema "Lula livre", o entendimento é de que o petista foi alvo de prisão política. Presidente da CUT no Ceará e um dos organizadores do protesto, Will Pereira diz sentir esperança de que Lula será solto.

"Até agora nós não vimos provas (criminais) e estamos exigindo que apresentem, para que possam comprovar a prisão", entende Pereira, que não soube precisar a quantidade de manifestantes no ato.

Estaria na contagem o secretário do Governo do Ceará, Inácio Arruda (Ciência, Tecnologia e Educação Superior), que acompanhou os shows. Ele ressalta que abril também marca a sessão na Câmara dos Deputados que aprovou o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). Entre as consequências dos dois fatos, diz, está a eleição de Jair Bolsonaro (PSL).

Arruda entende que a Justiça fez política ao condenar o ex-presidente duas vezes - ele ainda é réu na Lava Jato e nas operações Zelotes e Janus e alvo de acusações formais. Assim, a "luta" deve ser travada no campo da política.

A diretora administrativa do Sindicato dos Servidores Públicos de Fortaleza, Silene Medeiros, de 60 anos, diz que a reforma da Previdência do Governo Federal, se aprovada, causará prejuízo aos brasileiros. O texto que tramita na CCJ da Câmara dos Deputados também foi protestado.

Durante o trajeto ciclístico, na rua Ildefonso Albano, Silene levou uma queda. "Simplesmente minha sandália enganchou, mas nesse caso ninguém pode perder a animação." E questiona sobre Lula: "Enquanto uns já foram presos e saíram, por que ele não pode sair também?".

Em Fortaleza, as movimentações continuam hoje, com lançamento de comitê "Lula livre". O ex-senador Lindbergh Farias (PT-RJ) e o ex-candidato à Presidência Guilherme Boulos (Psol) estarão presentes.

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Carlos Holanda

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