PUBLICIDADE
Jornal

Renan Calheiros vence Simone Tebet e é o indicado pelo MDB

| sucessão no senado | A eleição para a presidência do Congresso tem o maior número de candidatos desde a redemocratização. São oito nomes, incluindo Tasso Jereissati

01/02/2019 03:34:22
RENAN CALHEIROS tenta se eleger pela 
quinta vez presidente do Senado
RENAN CALHEIROS tenta se eleger pela quinta vez presidente do Senado (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil)

Após uma tensa reunião, o senador Renan Calheiros (AL) foi anunciado como candidato do MDB à presidência do Senado, derrotando por sete votos a cinco a colega Simone Tebet (MS), que também disputava a indicação do partido. A eleição de hoje na Casa deve ser a mais disputada desde a redemocratização, com oito candidatos. Renan tenta se eleger pela quinta vez para a presidência do Senado.

Após o resultado, Renan evitou dar entrevistas. Ele foi questionado se o desfecho dividia a bancada. "Não sou eu que tenho que responder essa pergunta", disse. Em seguida, foi questionado sobre sua experiência à frente do MDB. "A política é tão complexa que só a experiência não basta."

Ao longo do dia, senadores contrários à candidatura de Renan tentaram chegar a um acordo para a unificação em torno de um único nome que pudesse enfrentar o parlamentar alagoano na eleição interna, sem sucesso. Em dois encontros, nenhum dos adversários fez o movimento para abdicar da intenção de concorrer em nome de algum outro.

Também devem disputar o cargo o cearense Tasso Jereissati (PSDB), além de Alvaro Dias (Podemos-PR), Ângelo Coronel (PSD-BA), Davi Alcolumbre (DEM-AP), Esperidião Amin (PP-SC), José Reguffe (Sem partido-DF) e Major Olímpio (PSL-SP).

O mais perto que os candidatos ficaram de uma junção das chapas foi quando o Podemos, de Dias, sugeriu que Simone deixasse o MDB para se filiar ao seu partido. A ideia recebeu sinalização de possível apoio do PSDB, de Tasso, do PP, de Amin e do PSL, de Olímpio. A estratégia levava em conta as dificuldades que a senadora teria para enfrentar Renan na bancada. Simone ficou de analisar, mas rejeitou essa hipótese horas depois.

Logo após os debates, os parlamentares da bancada do MDB sugeriram que Renan e Simone tentassem se entender para que o partido não precisasse deliberar sobre o assunto. Simone se recusou a conversar separadamente com o colega sob a justificativa de que já tinham discutido o assunto em outras oportunidades. Por causa disso, os senadores tiveram de votar, sendo que a maioria optou por usar uma cédula para voto secreto.

Outro golpe importante na candidatura de Simone foi a ausência do senador Jarbas Vasconcelos (MDB-PE), que faltou à reunião. Ele havia dito, publicamente, que preferia a candidatura dela, mas não apareceu para votar como havia indicado.

Na versão de aliados de Simone, Jarbas estava em Brasília e, mesmo assim, não apareceu. A suspeita, disseram emedebistas vencidos, é de que Jarbas teria faltado por dever a Renan sua permanência no partido, durante as negociações para a filiação do senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), um concorrente em seu Estado. Procurado, ele justificou a ausência dizendo que vai votar no candidato tucano. "Meu voto sempre foi aberto. Voto no senador Tasso Jereissati para presidir o Senado", disse.

Ao final, Simone negou que vá se lançar como candidata avulsa porque não tem um partido que a apoie. "A minha candidatura avulsa só complicaria o processo para qualquer lado." (Agência Estado)

TAGS