PUBLICIDADE
Jornal

Razões para capturar os ventos no mar cearense

Modelo de geração

O modelo de geração de energia eólica offshore já é fortemente usado na Alemanha, Dinamarca, Inglaterra e Estados Unidos, países em que há escassez de terreno e o mar se torna uma alternativa para a produção. O ex-secretário de energia do Estado e especialista em Energia, Adão Linhares, explica que a realidade do Ceará é diferente. Não há uma necessidade, mas, sim, um grande potencial para a indústria crescer.

"Não é o nosso caso, a gente não tem limitação. Mas, por outro lado, as características da batimetria (medição da profundidade dos oceanos), da lamina d'água na nossa plataforma continental é muito favorável a implantação de usinas offshore", explana.

Ele explica que o Estado tem condição aderente pela profundidade média de 16 metros, como ocorre no Pecém, distante cerca de 53 km da Capital. "Também na foz do Rio Jaguaribe e Acaraú, indo mar a dentro, tem uma batimetria razoavelmente adequada", exemplifica os municípios cearenses.

Outro fator positivo é o clima previsível. Aqui, não há possibilidades de transtornos com tempestades, como ocorre no Norte do País. Além da alta velocidade do vendo devido à proximidade geográfica com o Equador. No aspecto logístico, os entroncamentos de cabos submarinos para a transferência da energia e as facilidades do Porto do Pecém dão uma robustez à infraestrutura para a implantação de usinas offshore.

Adão acredita que essa fonte de energia ganhará mais força no futuro. "Sob o ponto de vista da indústria o Estado é muito favorável. Essa é uma das vertentes que está sendo considerada no projeto Ceará 2050, que inclui também outras fontes, como energia de ondas e correntes marinhas", complementa.

TAGS