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Empresa mudou de endereço e nega irregularidades

R$ 10 mil. Confecção de bandeiras

Proprietário de empresa que recebeu R$ 10 mil para confecção de bandeiras para a campanha de Débora Ribeiro (Pros) negou quaisquer irregularidades nos serviços prestados à candidata. Na última segunda-feira, O POVO foi ao endereço fornecido pela empresa à Justiça e encontrou apenas uma casa de pequeno porte.

Segundo o proprietário, isso ocorreu pois a empresa não funciona mais nesse endereço há mais de seis anos. O registro para emissão de notas à Justiça e na Secretaria da Fazenda, no entanto, ainda não foi atualizado desde então.

"Não sei como as bandeiras foram utilizadas. Mas, da nossa parte, foi tudo executado de acordo com as normas", afirma o empresário, que diz prestar o serviço para diversas candidaturas há vários anos sem quaisquer problemas na Justiça.

De acordo com ele, no caso de Débora Ribeiro, foram confeccionadas 900 bandeiras, de diversos tamanhos, pelo custo final de R$ 10 mil. Entre elas, estariam vários grandes "bandeirões" de 30 metros e outras armações diferenciadas.

Sobre o fato de os pagamentos pelas centenas de bandeiras terem sido feitos por Débora apenas poucos dias antes da eleição, o proprietário minimizou: "a gente faz antes, e eles pagam depois, é comum isso". Em outra empresa, a candidata teria ainda confeccionado mais de 2 milhões de santinhos para a eleição.

Desde a semana passada, a reportagem tenta localizar imagens de bandeiras ou materiais de campanha da candidata sendo utilizados em um ato de campanha. Nem mesmo em passeatas e atos de Wellington Saboia (Pros), que teria saído em "dobradinha" com Débora na disputa, não há qualquer menção à candidata ou sinal de seu material.

Ao longo do dia de ontem, foram feitas diversas ligações ao telefone do ex-vereador Wellington Saboia. Nenhuma das chamadas, no entanto, foi atendida. Candidato a deputado federal na eleição passada, ele obteve cerca de 7,2 mil votos.

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