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Bolsonaro tem dreno e sonda nasogástrica retirados

| HOSPITAL | Porta-voz da Presidência, Otávio do Rêgo Barros, disse que esta sexta-feira foi o melhor dia de Bolsonaro

COM VISITAS ainda restritas, Bolsonaro reuniu-se com o ministro Tarcísio de Freitas, e o subchefe de Assuntos Jurídicos da Casa Civil, Jorge Oliveira
COM VISITAS ainda restritas, Bolsonaro reuniu-se com o ministro Tarcísio de Freitas, e o subchefe de Assuntos Jurídicos da Casa Civil, Jorge Oliveira

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) teve o dreno e a sonda nasogátrica retirados ontem. O dreno havia sido colocado no seu abdômen há quatro dias para retirada de líquido acumulado próximo ao local onde estava ligada a bolsa de colostomia, sendo retirado pela equipe da radiologia intervencionista.

A melhora do quadro intestinal e a boa aceitação da dieta líquida possibilitaram a retirada da sonda nasogástrica, segundo o Hospital Israelita Albert Einstein, onde o presidente permanece internado, na Unidade Semi-Intensiva.

O porta-voz da Presidência da República, Otávio do Rêgo Barros, disse que a sonda incomodava Bolsonaro e que ele não está mais sentindo náuseas, o que era um dos motivos para a colocação da sonda. "Hoje foi o melhor dia que o presidente passou", avaliou o porta-voz sobre o período de internação do presidente.

De acordo com o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, Bolsonaro está bem humorado e acompanhando de perto os temas do governo. Ele esteve no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, despachando com o presidente. Acompanhava o subchefe de Assuntos Jurídicos da Casa Civil, Jorge Antonio de Oliveira Francisco.

Tarcísio foi tratar de uma norma para inspecionar quem trabalha nos aeroportos brasileiros. Mas, segundo relatou, Bolsonaro despachou vários outros assuntos.

"Passou recomendações e diretrizes. Está acompanhando tudo. Saí, além de otimista, impressionado. Ele tem um vigor físico impressionante", informou o ministro.

Bolsonaro continua usando antibióticos para tratar a pneumonia, mas ontem não fez exame de imagem para avaliar a evolução da doença, segundo o porta-voz do Governo. A nutrição está sendo feita via parenteral, associada à ingestão oral de líquidos como caldos de carne e de galinha, além de gelatina. Estão mantidas as medidas de prevenção de trombose venosa e os exercícios respiratórios, de fortalecimento muscular e períodos de caminhada fora do quarto.

Segundo o hospital, o presidente apresentou boa evolução clínica nas últimas 24 horas, continua estável, sem febre e sem dor, e teve melhora dos exames laboratoriais. "Os médicos só vão liberar o presidente quando ele puder sair pela porta da frente", disse Barros, ao explicar que o tratamento com antibióticos tem duração de sete dias.

No domingo, foi iniciado o tratamento com os antibióticos. Como uma nova droga foi acrescentada na última quinta-feira, o período de tratamento se estenderá até meados da próxima semana. Por ordem médica, as visitas permanecem restritas. Ontem, Bolsonaro também conversou com o vice-presidente, general Hamilton Mourão, por telefone. (Com agências)

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