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Camilo defende autonomia para criar lei antiterrorismo

01:30 | 12/01/2019

O governador do Ceará Camilo Santana (PT) comentou a onda de ataques que assola o Estado e defendeu leis mais duras contra organizações criminosas e crimes que deveriam ser enquadrados como terrorismo. Em entrevista ao jornalista Luiz Viana, na Rádio O POVO/CBN, defendeu a autonomia do Estado para criar uma lei antiterror.

 

"É preciso rever as leis deste País, que são muito frouxas. Você bota uma bomba num viaduto, era pra ser enquadrado como terrorista e pegar mais tempo de prisão, mas hoje não é assim. Todos nós dependemos da União", comentou, comparando a situação legislativa do Brasil com a dos Estados Unidos, onde cada estado tem autonomia para legislar.

 

"Eu não estou criticando o governo atual não. Muito pelo contrário. O Governo tem dado todo o apoio. Eu estou criticando todos os governos que passaram, inclusive do meu partido, que foram omissos nesta área da segurança pública."

Camilo afirmou que transferência de detentos e corte de privilégios continuarão. "Cada ação aqui fora vai ter uma reação lá dentro. Só assim mostraremos que quem manda é o Estado", declarou.

 

Mais 15 líderes de facções foram transferidos do Ceará para um presídio federal. Desta vez, criminosos da Guardiões do Estado (GDE) foram isolados na Penitenciária Federal de Mossoró (RN). Na última terça, 21 integrantes do Comando Vermelho (CV) já haviam seguido para a unidade potiguar.

 

"Estamos sendo duros contra o crime organizado e repito: não vamos recuar um milímetro", frisou. (Matheus Facundo, especial para O POVO)