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Moro dirá que corrupção afeta lucro das empresas

Em Davos. Ministro da Justiça

Acompanhando a comitiva do presidente Jair Bolsonaro em Davos, no Fórum Econômico Mundial, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, preparou um discurso segundo o qual a corrupção prejudica não só as políticas governamentais, mas também afeta o lucro das empresas.

A agenda de Moro no evento na Suíça - a primeira agenda internacional do presidente - prevê a participação em uma série de painéis que tratarão de temas como transparência, combate à corrupção e planos contra a disseminação de crimes financeiros pelo mundo.

Nas mensagens que o ex-juiz da Operação Lava Jato levará aos participantes do fórum, a linha geral será afirmar que, se as empresas fizerem "negócios limpos", a prática será boa para os lucros das companhias. "A corrupção mina não só a confiança nos governos, mas também no mercado", diz trecho do discurso preparado pelo ministro da Justiça. Moro deve afirmar ainda que a corrupção "mina a globalização e a torna injusta", segundo informações de sua assessoria.

Amanhã, o titular da Justiça será um dos palestrantes de um painel com o tema "restaurando a confiança e a integridade". O ex-juiz dividirá o palco com a presidente da Transparência Internacional, Delia Ferreira Rubio, e com o especialista suíço Mark Pieth, um dos juristas que promoveram o plano de reformas na Federação Internacional de Futebol (Fifa) após escândalos de corrupção na entidade.

Na quarta-feira, Moro vai falar sobre "o futuro do Brasil". Já na quinta, o ministro será um dos oradores do painel "Crime Globalizado", que abordará atividades financeiras ilícitas. Ao lado dele, estarão o secretário-geral da Interpol, Jurgen Stock, a diretora executiva do Instituto Igarapé e fundadora do movimento Agora!, Ilona Szabó de Carvalho, e a diretora do Royal United Services Institute, instituto britânico voltado a pesquisas em defesa e segurança, Karin Von Hippel.

O fórum Econômico Mundial começa amanhã e termina na sexta-feira. Além de Moro, integram a comitiva brasileira os ministros da Economia, Paulo Guedes, e das Relações Exteriores, chanceler Ernesto Araújo. Eduardo Bolsonaro, filho do presidente, também acompanhará o grupo. (Agência Estado)

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