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"Poderia contribuir mais amiúde" na Câmara Federal

Mauro Filho. Deputado eleito
01:30 | Dez. 15, 2018
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Titular da Secretaria da Fazenda do governo Camilo Santana (PT), o deputado federal eleito Mauro Filho (PDT) admitiu ontem que poderia "contribuir de uma maneira mais amiúde" caso assumisse a cadeira na Câmara Federal.

 

A declaração foi dada em evento realizado pela Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), ao qual também compareceram Camilo e o senador eleito Cid Gomes, do PDT.

 

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Segundo Mauro Filho, "numa reflexão mais aberta, a minha avaliação é que o Estado está bem financeiramente" e que o secretário interino, João Marcos, "está fazendo um extraordinário trabalho".

 

Durante a campanha presidencial, o pedetista foi o principal assessor econômico do então candidato Ciro Gomes (PDT), terceiro colocado na corrida eleitoral.

 

À frente de projetos como o "SPCiro", que prometia facilitar o pagamento de eleitores que tinham dívidas com órgãos de crédito, Mauro Filho passou a ganhar mais visibilidade nacional.

 

Embora não descarte permanecer no comando da Secretaria da Fazenda do Estado, posto que ocupou durante o primeiro mandato de Camilo, o deputado eleito já faz planos para 2019.

 

Sobre uma proposta de reforma da Previdência, por exemplo, ele disse que, "se o Paulo Guedes (ministro da Economia de Jair Bolsonaro) não apresentar até dia 28 de fevereiro, e eu realmente indo, eu vou apresentar".

 

Perguntado se isso seria indicativo de que deixará o posto no Ceará, o economista, no entanto, ressalva.

 

"Eu aprendi com meu pai, senador Mauro Benevides, que quem nomeia e quem exonera secretário é governador do Estado. Portanto, isso não é uma decisão", disse. (Henrique Araújo)

 

Reforma

 

CORTE DE GASTOS

 

Em mensagem enviada à Assembleia Legislativa, o governador Camilo Santana propõe extinguir seis pastas das 27 existentes e eliminar 997 cargos comissionados, apenas três a menos do que o sugerido pelo estudo encomendado a uma consultoria e que serviu de base para o corte adotado por Camilo. A economia planejada será de R$ 27 milhões por ano para os cofres do Ceará. Deputados devem votar mensagem até terça-feira.

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