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Futuro líder do Novo na Câmara critica silêncio de Flávio Bolsonaro

| Marcel Van Hattem | Deputado federal mais votado no Rio Grande do Sul esteve ontem em Fortaleza para palestrar sobre a conjuntura política
01:30 | Dez. 15, 2018
Autor Eduarda Talicy
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Eduarda Talicy Redator Capa e Farol
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Deputado federal recém-eleito, Marcel Van Hattem será o primeiro líder do Novo na Câmara. Com visão liberal, ele defende privatizações e reformas como prioridades de discussões no mandato. Apesar de se colocar "à disposição" do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), ao O POVO, ele criticou a falta de explicações por parte do senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL) diante do caso do ex-assessor.

 

"Eu lamento muito mais o silêncio daqueles que estão envolvidos do que os fatos que não conheço. Agora, ao se confirmarem algumas das suposições que estão sendo feitas, é muito triste que o presidente já comece o mandato com essa mancha. A gente precisa dar o tempo para que o presidente possa se explicar, se tiver algum envolvimento pessoal dele. De qualquer maneira, o seu filho já deveria ter vindo com explicações mais convincentes", disse.

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O Conselho de Controle de Atividade Financeira (Coaf) classificou a movimentação de R$ 1,2 milhão entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017 como incompatível com o patrimônio, a atividade econômica ou a ocupação profissional de Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador eleito Flávio Bolsonaro.

 

Sobre o governo Bolsonaro, Marcel cita afinidade com as propostas do futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, e o vice de Bolsonaro, General Hamilton Mourão. Para ele, a proposta de reforma da Previdência apresentada corresponde às expectativas do Novo. Hattem cita principalmente a delimitação de idade mínima e cortes nas "superaposentadorias".

 

"É preciso fazer uma gradual mudança, como parece que o Governo está querendo fazer com a proposta da Carteira Verde e Amarela. Além da reforma previdenciária, nós temos que avançar na reforma trabalhista e tributária", defende.

 

Ele diz, no entanto, que a reforma da Previdência corre o risco de esbarrar em conflitos internos diante da presença de militares no governo Bolsonaro. "A grande dúvida é até que ponto essa bancada vai votar unida se incluídos os militares (na reforma); e se não incluídos os militares, por força das pressões internas, se outros deputados de outros partidos vão se sentir motivados a votar uma reforma que não seja ampla", diz.

 

Favorável ao Estado mínimo, Marcel elenca a área da Segurança como prioridades de investimentos de Parcerias Público-Privadas. Sobre os planos do partido para 2020, ele comenta que o diretório deve iniciar articulações em janeiro. "Não falo pelo partido porque há uma separação entre gestão e mandatários, mas, na minha opinião, Rodrigo Saraiva Marinho, que foi um ótimo candidato aqui, pode ser apresentado para Prefeitura de Fortaleza".

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