Para ver Enem, tem que mudar segurança das provas, diz Rossieli
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Para ver Enem, tem que mudar segurança das provas, diz Rossieli

2018-11-28 01:30:00
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O ministro da Educação, Rossieli Soares, disse ontem que procedimentos de segurança do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) terão que ser revistos caso o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) queira ter acesso ao exame antes de ser aplicado. "Se o presidente eleito vai ou não vai ver a prova, caberá a eles, a partir de 1º de janeiro, entender qual o modelo de gestão (que adotarão)", afirmou.

 

"Nós entendemos, inclusive por questão segurança das próprias autoridades, que cabe às equipes do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) fazerem a gestão da prova. Na nossa gestão, eu não olhei, e pelo que sei, outros ministros também não olharam. Falo de ministros, não falo nem de presidentes, que também não olharam a prova", enfatizou Soares.

 

O ministro explicou que a prova, após elaborada, fica em uma sala-cofre e só deixa o local para ser levada para a gráfica, escoltada por policiais federais. "Existe um processo, um procedimento, que precisará ser revisto para que isso (Bolsonaro veja o exame) aconteça, mas caberá a eles a partir de 1º de janeiro".

 

Após a aplicação do Enem 2018, Bolsonaro fez críticas ao exame. Ele disse que, ao assumir o governo, não permitirá a inclusão de determinadas questões no exame nacional.

 

De acordo com o jornal Folha de S. Paulo, o ministro indicado para a pasta da Educação de Bolsonaro, Ricardo Vélez-Rodríguez, disse na última segunda-feira que não impedirá o presidente eleito de atestar a qualidade das provas, pois, segundo ele, é bom que o presidente se interesse pelo exame.

 

Ontem, Jair Bolsonaro afirmou, em Brasília, que a articulação política de seu governo, especialmente com o Congresso Nacional, será comandada pelo futuro chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni. Ele será auxiliado nessa tarefa pelo general de divisão Carlos Alberto dos Santos Cruz, anunciado na última segunda-feira como secretário de Governo.

 

Segundo Bolsonaro, Onyx está montando um time de ex-parlamentares para assessorá-lo na articulação com o Parlamento, mas destacou que essa é uma responsabilidade de todos os integrantes do governo.

 

"Tive agora há pouco uma reunião com parte da bancada evangélica, que eles torcem e vão fazer o possível para que o nosso governo tenha sucesso, ou seja, não estamos negociando com partidos, mas com bancadas e dessa forma estamos atingindo todo o Parlamento", informou.

 

Questionado sobre a capacidade do general Santos Cruz em atuar na articulação política com o Legislativo, Bolsonaro elogiou a trajetória do indicado e assegurou que ele será bem-sucedido na tarefa. "É uma pessoa que vocês vão se surpreender no trato com parlamentares da parte dele".

Agência Brasil

 

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