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Ciro Gomes se defende de críticas e volta a acenar a eleitores de Lula

2018-07-26 01:30:00
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Nas vésperas do anúncio do apoio do “centrão” ao presidenciável Geraldo Alckmin (PSDB), previsto para hoje, o ex-governador Ciro Gomes (PDT) voltou a fazer acenos à esquerda.

 

Lançado oficialmente na corrida ao Planalto há uma semana, Ciro foi preterido pelo bloco de partidos formado por DEM, PP, PR, PRP e SD, que fechou acordo com o candidato tucano e agora costura a definição de um vice para o postulante – convidado para a vaga, o empresário Josué Gomes (PR-MG) ainda não formalizou desistência.

 

Criticado por juízes e adversários políticos após dizer que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) “só tem chance de sair da cadeia se a gente assumir o poder e organizar a carga”, Ciro afirmou ontem que a frase foi propositalmente retirada de contexto para gerar um mal-entendido.

 

A declaração do pedetista foi dada durante participação em evento do partido em Ananindeua, na região metropolitana de Belém (PA), na última terça-feira.

Além de mencionar a soltura de Lula, Ciro prometeu colocar Ministério Público e Judiciário de volta a suas “caixinhas” e “restaurar a autoridade do poder político”.

“Quando eu disse ‘a gente’, eu não quis dizer eu. Quis dizer os democratas, os que têm compromisso com o Estado democrático de direito”, respondeu o ex-ministro.

 

É a segunda polêmica envolvendo Ciro e o MP em pouco mais de uma semana. Dias atrás, o presidenciável xingou promotor que pediu a abertura de inquérito para investigar se o então pré-candidato tinha cometido crime de injúria racial depois de chamar o vereador Fernando Holiday (DEM-SP) de “capitãozinho do mato”.

 

O entrevero foi um dos fatores que pesaram contra o cearense nas negociações que o candidato abrira com as legendas do “centrão” na tentativa de aumentar a sua fatia no tempo de propaganda eleitoral.

 

Um dia após o “blocão” lhe virar as costas e já sacramentado como candidato, Ciro afirmou que sua “responsabilidade” havia aumentado. Referia-se a Lula.
Preso há três meses, o petista, condenado na Lava Jato, lidera com folga as pesquisas de intenção de voto. Nos cenários sem o ex-presidente, entretanto, o capitão da reserva Jair Bolsonaro (PSL) passa a ocupar a ponta.

 

DISCURSO

Durante anúncio de apoio do “centrão”, Alckmin adotará discurso formatado para se contrapor às críticas de adversários de que o acordo é fisiológico. A fala argumentará que a aliança tem a finalidade de “tirar o País do buraco.

 

Henrique Araújo

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