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Apoio do "centrão" a PSDB pode reeditar polarização

01:30 | Jul. 20, 2018
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O apoio do “centrão” a Geraldo Alckmin (PSDB) altera drasticamente o xadrez político na corrida ao Palácio do Planalto.

 

A decisão garante ao candidato paulista a dianteira no tempo de propaganda eleitoral gratuita no rádio e TV. Sozinho, o grupo de cinco partidos responde por 40% dessa fatia.

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Mas a propaganda, apenas, não faz milagre: o ex-governador de São Paulo precisa se mover, deixando o patamar de 6% de intenções de voto, segundo o último Datafolha, divulgado em junho.

 

De ontem para hoje, porém, o tucano deu passos importantes para chegar ao segundo turno das eleições. Ao que tudo indica, o presidente do PSDB terá o maior arco de alianças da campanha, que pode se robustecer ainda mais com a adesão de outras siglas menores, animadas depois do gesto do “centrão”.

 

O fortalecimento de Alckmin também consolida um dos polos do espectro político: a centro-direita. Desde 1994, PT e PSDB disputam a hegemonia no País e os votos dos brasileiros.

 

Neste ano, após os sucessivos abalos da Operação Lava Jato que atingiram principalmente as duas legendas, o cenário parecia mais aberto a candidaturas que corressem por fora da polarização clássica, como a do ex-ministro Ciro Gomes (PDT) ou a deputado federal Jair Bolsonaro (PSL), ambos mais bem colocados nas pesquisas do que Alckmin.

 

À medida que o tempo da pré-campanha foi se esgotando, porém, os canais se fecharam tanto a Ciro quanto a Bolsonaro, que, cada um a seu modo, alimentam desconfianças do establishment.

 

O parlamentar fluminense, pelo militarismo expresso e incapacidade de negociação, não fechou sequer uma aliança até agora, às vésperas da própria convenção, tendo sido preterido pelo nanico PRP.

 

Ciro, pela verborragia e propostas na área econômica que se chocavam com a agenda liberalizante do “centrão”.

 

O movimento das legendas do blocão tem ainda forte impacto nos acertos que envolvem sobretudo o PSB e o PCdoB, hoje alvos de Ciro e o PT.

 

Mais que nunca, um “sim” desses dois partidos equivale a ouro tanto para o PDT quanto para Lula.

Henrique Araújo

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