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Alckmin fecha com PSD e amplia bloco de apoio

| ALIANÇA | Comunicação oficial ocorrerá na convenção da sigla, prevista para o fim deste mês ou início do próximo. Tucanos avaliam acordo como injeção de ânimo
01:30 | Jul. 14, 2018
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O ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) selou nos últimos dias uma aliança com o PSD para a eleição presidencial. O anúncio oficial deve ocorrer na convenção da sigla, prevista para 28 deste mês ou 4 de agosto. O acordo injetou ânimo na pré-campanha tucana no momento em que partidos do Centrão, bloco partidário liderado pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), vivem impasse.

 

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Nas eleições de 2014, o PSD elegeu 36 deputados — a quinta maior bancada da Câmara. Isso garantiria à legenda fundada por Gilberto Kassab cerca de 1 minuto e 40 segundos de tempo de rádio e TV. O PSD tem 7,02% da fatia total do palanque eletrônico.

O acordo com o PSD é tratado por tucanos como vitória política em uma etapa decisiva das articulações partidárias. As convenções começam em menos de 15 dias e a campanha de Alckmin é vista com desconfiança por potenciais aliados por causa do seu desempenho nas pesquisas de intenção de voto.

 

Na negociação com Kassab, o PSDB abriu mão de lançar candidatos ao governo para apoiar nomes do PSD. É o caso do deputado Izalci Lucas, que abdicou da disputa no Distrito Federal em favor do deputado Rogério Rosso. No Rio Grande do Norte, o PSDB tirou da disputa o ex-governador Geraldo Melo para apoiar a reeleição do governador Robinson Faria. O PSD espera ainda suporte dos tucanos para a candidatura de Índio da Costa no Rio.

 

Com o acordo, Alckmin caminha para cumprir a meta traçada por seus aliados no começo do ano: formar até julho um arco de alianças com pelo menos quatro partidos médios e grandes. O tucano já tem promessas de apoio do PPS, PTB e PV. Isso garantiria cerca de 20% do tempo reservado aos presidenciáveis no horário eleitoral.

 

“Esse bloco assegura um tempo de TV competitivo. Não dá para saber qual será o peso das redes sociais, mas a TV ainda tem centralidade”, disse o deputado Marcus Pestana (MG), secretário-geral do PSDB.

 

“Não vai ter outra candidatura com um bloco maior que esse”, afirmou Roberto Freire, presidente nacional do PPS.

 

A cúpula do PSDB também comemorou o que considera um refluxo na negociação entre o DEM e o ex-ministro e presidenciável do PDT, Ciro Gomes. Os tucanos já davam como certo que o partido de Maia subiria no palanque pedetista. A avaliação é de que, se isso ocorrer, outras legendas do Centrão seguirão o mesmo caminho.

 

Para atrair o DEM, o PSDB oferece apoio à sigla em disputas estaduais, como na Bahia, Pará e Amapá, ampliando o sacrifício de pré-candidaturas tucanas a governador.

 

Em outra frente, o núcleo de Alckmin reforçou ofensiva para convencer o senador Alvaro Dias (Podemos) a desistir da pré-candidatura e aceitar ser vice na chapa encabeçada pelo tucano. Dias ainda resiste à ideia, mas aceitou conversar. A avaliação no entorno de Alckmin é de que o presidenciável do Podemos agrega pouco tempo de TV, mas fortalece a campanha na Região Sul. A vaga de vice também pode ficar com um nome indicado pelo Centrão.

Agência Estado

 

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