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Pernambuco e São Paulo são resistências a Ciro em aliança PDT-PSB

| ACORDO | Os dois Estados com as maiores quantidades de delegados na Executiva Nacional se mostram resistentes a apoio ao cearense
01:30 | Jun. 30, 2018
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Em meio às publicações da imprensa nacional de que o PSB estaria definido pelo apoio ao nome de Ciro Gomes (PDT) à Presidência da República, integrantes da legenda, por outro lado, não confirmam que a decisão esteja encaminhada. As maiores resistências partem do PSB de Pernambuco e de São Paulo, por razões distintas.

 

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Enquanto o governador de Pernambuco, Paulo Câmara, tenta emplacar uma aliança com o PT para abrir caminho à reeleição, parte da sigla em São Paulo ainda sonha com o apoio a Geraldo Alckmin (PSDB) como forma de gratidão, já que o PSB governa o maior Estado do País com a renúncia do tucano para a disputa presidencial.

 

Em conversa com O POVO, o deputado federal Gonzaga Patriota (PSB-PE) disse que ainda não há definição interna, mas tem ouvido nos bastidores que há maioria interna pelo apoio a Ciro. Com a candidatura da vereadora Marília Arraes (PT) tomando forma em Pernambuco, o movimento do Palácio das Princesas é para tirar a parlamentar do caminho.

O PSB de Pernambuco é o que tem o maior número de delegados para a reunião da Executiva que deve ser realizada nos próximos dias. É quando deverá ser batido o martelo de forma definitiva.

Em São Paulo, partido que tem o segundo maior número de delegados, há preferência pelo apoio a Alckmin, que ainda patina nas pesquisas de intenção de voto para o Palácio do Planalto. Ao O POVO, o deputado Luiz Lauro Filho (PSB-SP) afirmou que “existe uma preferência do PSB de São Paulo em apoiar o Alckmin”, já que o tucano deu a “honra” de a legenda governar no estado. “Eu tive conversa com o presidente nacional (Carlos Siqueira) e não tem definição”, disse sobre apoio a presidenciáveis.

 

Algumas alas do PSB, no entanto, defendem abertamente apoio a Ciro. É o caso do deputado federal Júlio Delgado (PSB-MG). “Como os diretórios já concordaram, os governadores já concordaram e a Executiva já concordou, não há muito questionamento a ser feito”, afirmou. Mas o presidente nacional do partido, Carlos Siqueira, não crava. “Não tenho essa conta. Não sei de onde ele tirou essa maioria”, disse.

 

Segundo o próprio Ciro, os entraves são a busca do apoio do PT-PE e a aliança do governador de São Paulo, Márcio França (PSB), com o presidenciável Geraldo Alckmin (PSDB). A aliança passa pela indicação de vice socialista na chapa de Ciro. O mais cotado é o pré-candidato ao governo em Minas, Márcio Lacerda. Ventila-se também o deputado federal Luciano Ducci (PR) como outra opção.

 

Com um possível apoio do PSB a Ciro, é possível que o pedetista consiga em seguida o apoio do PCdoB. “Se houver estratégia comum, estamos abertos”, afirmou a presidente nacional do PCdoB, a deputada federal Luciana Santos.

com informações do Jornal do Commercio para a Rede Nordeste

 

 

 

PSB NA CÂMARA

O partido tem uma das maiores representatividades na Câmara dos Deputados com 26 parlamentares. A legenda foi base de Michel Temer, mas logo deixou o governo após denúncias de corrupção.

 

 

ALIANÇA

Além do PSB, Ciro negocia aliança com o chamado Centrão, os partidos PP, DEM, SD e PRB — que compõem a base aliada do governo impopular do presidente Michel Temer (MDB). 

 

 

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