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PDT nacional admite lançar apenas um candidato ao Senado no Ceará

| ALIANÇA | A possibilidade ventilada por Cid é vista como uma aliança eleitoral informal com Eunício. A estratégia funcionaria para não prejudicar Ciro na disputa nacional
01:30 | Jun. 05, 2018
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No PDT de Ciro Gomes já é admitida a possibilidade ventilada por Cid Gomes de lançar apenas um nome na chapa majoritária do governador Camilo Santana (PT) para o Senado Federal. A estratégia clara é deixar o caminho livre para a reeleição do senador Eunício Oliveira (MDB) fora da chapa.

 

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O ex-governador Cid tem colocado a aliança formal com o MDB em âmbito local como um dos empecilhos para o irmão nacionalmente, que usa de críticas ao governo de Michel Temer, do MDB, para fortalecer o discurso na disputa pela presidência da República em outubro próximo.

 

Ao O POVO, o presidente nacional do partido, Carlos Lupi, disse ontem que não colocará dificuldades caso seja essa a estratégia do grupo no Ceará.


Ele diz que “se for melhor para o partido ter um único candidato tudo bem”. A demanda, no entanto, ainda não foi colocada nacionalmente, conta. Tudo ainda se trata de uma conjectura colocada pelo ex-ministro da Educação.

 

De acordo com Lupi, estratégia similar ventilada por Cid tem sido “uma reivindicação na maioria dos estados” para viabilizar os acordos eleitorais. Em outubro, o eleitor deverá escolher dois nomes para o Senado.

 

Presidente do PDT no Ceará, e um dos nomes cotados para disputar uma das vagas do Senado pela sigla, o deputado federal André Figueiredo disse que “existe a tese de lançar um candidato e a tese de lançar dois”. O pedetista afirmou, no entanto, que “esse assunto não vai ser objeto de dissenso”. “Vamos encontrar o melhor caminho”, prometeu.

 

Pela ala do senador Eunício Oliveira (MDB), o ex-vice-prefeito de Fortaleza, Gaudêncio Lucena, preferiu acreditar no discurso do ex-governador de que o apoio a Ciro Gomes para presidente terá uma “eterna gratidão” do grupo que comanda a política no Estado.

 

Qualquer opinião diferente da que foi colocada pelo irmão de Ciro, segundo ele, terá que ser levada a todos os partidos que hoje compõem a base de Camilo: 24 legendas.

 

O próprio presidente do Congresso tem defendido indiretamente o nome de Ciro para a Presidência da República.

Na edição de ontem, o ex-governador Cid declarou de forma enfática que só disputará a eleição se for para o Senado. Fato que pode gerar problemas com o PT do governador.

“Só há uma hipótese de eu ser candidato, seria ao Senado. Fora disso não tem nenhum fundamento, disse. Sobre uma possível desistência dele de disputar vaga ao Senado, o ex-ministro preferiu não comentar.

 

O deputado estadual Dedé Teixeira disse que o PT ainda não discutiu internamente a declaração de Cid, mas adiantou que a possibilidade não muda muita coisa no momento. As definições, conta, foram postergadas para julho. Lá é que tudo vai ser resolvido, inclusive a decisão do partido se lança ou não nome para o Senado. “A coligação vai depender da estratégia nacional. O PT não tirou posição”, explicou o parlamentar.

 

No partido, diversas correntes defendem manutenção da vaga da legenda no Senado. O senador José Pimentel luta pela reeleição.

 

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