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Partidos de centro atuam por candidatura única

2018-06-05 01:30:00


Um dos critérios para a união em torno de um candidato único no autointitulado “polo democrático” — formado por parlamentares do PSDB, DEM, PPS, PSD, PTB e PV —, é a avaliação das pesquisas de intenção de voto. A sigla tucana, porém, não aceita que este seja o único.

 

“Esse não é um movimento de avaliação de pesquisas, de ver quem está melhor. Se fosse nortear por pesquisa, não precisava de carta. É uma mobilização que tem como pano de fundo a ideia de alertar o risco que corre o País de ter um rumo de radicalismo muito à esquerda ou muito à direita”, disse o deputado Silvio Torres (SP), secretário-geral do PSDB.

 

Entre os signatários do manifesto que será lançado hoje estão o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

 

Segundo o deputado Marcus Pestana (MG), secretário-geral do PSDB, a ideia é iniciar conversas a partir de amanhã com oito pré-candidatos: Geraldo Alckmin (PSDB), Henrique Meirelles (MDB), Alvaro Dias (Podemos), Flávio Rocha (PRB), Rodrigo Maia (DEM), Paulo Rabelo de Castro (PSC), Josué Gomes — nome que passou a ser cogitado pelo PR — e até Marina Silva (Rede).

 

O movimento surge no momento em que PR, DEM, PRB e PP se articulam para negociar em bloco uma posição no tabuleiro eleitoral. O nome do empresário mineiro Josué Gomes desponta como favorito à frente de Maia e Rocha.

 

“A convergência pode acontecer antes das convenções ou ao longo do primeiro turno. A gente pode ficar fora do segundo turno se houver dispersão, como ocorreu em 1989. O risco é real”, disse Pestana. “Esse campo está engarrafado. Vamos tentar chegar a um consenso”, completou o deputado Heráclito Fortes (DEM-PI), um dos organizadores do manifesto. O documento conta até 30 assinaturas.

 

No processo de filtro do cenário eleitoral, já há, porém, candidaturas consolidadas, como a da ex-ministra Marina Silva, da Rede. “Participar de conversas é ótimo e democrático, mas não há cogitação de Marina não ser candidata à Presidência. Estamos dispostos a enfrentar a campanha sozinhos se for o caso”, disse o deputado Miro Teixeira (Rede-RJ).

Agência Estado

 

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