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Alckmin sobre prisão de aliado: 'Não podemos nos precipitar e cometer injustiça'

| DERSA | Alckmin afirmou ainda que o efeito da operação da PF em sua candidatura em outubro será "nenhum"
01:30 | Jun. 22, 2018
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O pré-candidato do PSDB à Presidência da República, Geraldo Alckmin, disse ontem que a prisão de Laurence Casagrande Lourenço, aliado de longa data, que foi secretário de Transportes e Logística, presidente da Desenvolvimento Rodoviário (Dersa) e passado por outras áreas da gestão estadual, não irá atrapalhar sua campanha eleitoral.

 

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Preso pela Polícia Federal, Lourenço, que preside a Companhia Energética de São Paulo (Cesp), é acusado de desvio de dinheiro nas obras do trecho Norte do Rodoanel Mário Covas, marco do governo Alckmin em São Paulo. “Todo o apoio à investigação, total. Nosso secretário de Transportes (Saulo Abreu) foi membro do Ministério Público, procurador. Que se investigue, que seja investigação rápida e profunda”, disse Alckmin.

 

O efeito da operação da PF em sua candidatura em outubro será “nenhum”, sentenciou; da mesma forma, a prisão de Lourenço, acredita, não irá impactar o leilão da Cesp.

 

“O que nós tínhamos conhecimento era de um parecer de um técnico no Tribunal de Contas da União, e todas as informações foram prestadas. Houve diferença de interpretação das regras do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) e do TCU. Claro que fiquei surpreendido (com a prisão)”, afirmou, negando que já tivesse sido aventada a possibilidade de desvios.
“Só se tiver fato novo. Não existia desde então. A gente não deve se precipitar; vamos aguardar, até para não cometer injustiça”.

 

A Operação “Pedra no caminho” foi às ruas prender 15 pessoas suspeitas de envolvimento em desvios nas obras do trecho Norte do Rodoanel; seu principal alvo foi Lourenço. As empreiteiras que participam são OAS e Mendes Junior. A construção ainda não terminou. De acordo com as investigações que resultaram na operação, teria havido um sobrepreço de R$ 600 milhões.

 

O criminalista Eduardo Carnelós disse ontem que “é injusta, ilegal” a prisão do ex-diretor-presidente da Dersa. “Por que o sr. Laurence não foi ouvido antes? Tem cabimento prender antes de ser ouvido? Ele teria prestado todos os esclarecimentos. Depois, eles poderiam confirmar ou não as informações dadas por ele”.

A prisão de Laurence foi decretada pela juíza Maria Isabel do Prado, da 5ª Vara Criminal Federal. A magistrada mandou prender outros 14 investigados por suspeita de desvios.

“O sr. Laurence Casagrande é alvo de uma grande injustiça”, reagiu o criminalista. “Ele é um profissional exemplar, uma vida patrimonial absolutamente correta. É uma pessoa metódica, foi auditor da Kroll. Em seu depoimento na Polícia Federal nesta quinta-feira ele respondeu a todas as questões que lhe foram feitas pela Polícia Federal. E entregou documentos que demonstram não ter havido ilegalidade em seus atos”.

Agência Estado

 

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