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Manuela D'Ávila diz que não é obstáculo para ampla aliança entre as esquerdas

| ELEIÇÕES | Evitando expor diferenças na esquerda, a pré-candidata disse que a tendência é de agrupamento de siglas apenas no segundo turno da disputa

01:30 | 19/05/2018

 

 

Pré-candidata à presidência da República pelo PCdoB, a ex-deputada federal Manuela D’Ávila afirmou ontem, em passagem por Fortaleza, que não é obstáculo para uma ampla aliança dos partidos de esquerda na disputa pelo Palácio do Planalto, ainda no primeiro turno deste ano.

 

Ao comentar a declaração do governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), que afirmou que a união das pré-candidaturas do campo esquerdista deveria ocorrer em torno do nome mais bem colocado nas pesquisas — após a prisão do ex-presidente Lula —, ela afirmou que a possibilidade de um grande arco de apoios imediato não é uma decisão apenas do PCdoB.

 

“O espírito do que o Flávio (Dino) disse é absolutamente correto. Tem uma preocupação que é como garantir uma saída conjunta para o nosso campo político, mas tem que ser conjunta”, disse ao O POVO na manhã de ontem. “O PCdoB representa saída conjunta para os três? O Psol abriria mão da sua candidatura? O PT, que movimento faria? Então, na vida real, isso não se materializa apenas pela vontade do PCdoB”, acrescentou.

PRÉ-CANDIDATA Manuela D'Ávila participou de atividade em Fortaleza FOTO AURÉLIO ALVES/ESPECIAL PARA O POVO
PRÉ-CANDIDATA Manuela D'Ávila participou de atividade em Fortaleza FOTO AURÉLIO ALVES/ESPECIAL PARA O POVO
 

Com 0,5% das intenções de voto para a presidência, conforme levantamento do instituto CNT/MDA, divulgado na última segunda-feira, 14, a comunista disse não ser empecilho para a união no primeiro turno, mas revela que a tendência é que esse agrupamento ocorra apenas para o segundo momento, que é quando os programas seriam comparados com o grupo da direita.

 

“Eu sempre disse e repito: eu, em nenhum momento, me coloquei como óbice para a unidade do nosso campo político. Mas precisamos representar a unidade do campo. Eu não sou óbice para isso, mas não é a tendência hoje”, revela.

 

Em cinco meses de atividade da pré-candidatura, Manuela diz ter visitado cerca de 17 estados. Ela classificou a pré-campanha como “extraordinária”.

 

A ex-deputada federal tem visitado universidades e lançado manifestos contra “retrocessos sociais”, que coloca na conta do presidente Michel Temer (MDB).

 

MANUELA D'ÁVILA visitou Fortaleza a convite de 
centro estudantil da Unifor FOTO AURÉLIO ALVES/ESPECIAL PARA O POVO
MANUELA D'ÁVILA visitou Fortaleza a convite de centro estudantil da Unifor FOTO AURÉLIO ALVES/ESPECIAL PARA O POVO

Na capital cearense, Manuela visitou a Universidade de Fortaleza (Unifor) para participar de evento organizado pelo diretório central dos estudantes da instituição. O objetivo era discutir a situação política enfrentada pelo País. A pré-candidata também visitou a Assembleia Legislativa do Ceará (AL-CE).

 

Falando a estudantes da universidade, defendeu a saída da crise por que passa o País pelo rumo da democracia e citou o “golpe” como principal causador da descontinuidade de políticas sociais e de investimentos na educação.

 

“(O golpe) é para que seja colocado um projeto antinacional. Ele é antinacional porque acaba com os direitos do povo. É um projeto que ferra com o povo brasileiro”, discursou.

 

WAGNER MENDES