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Gilberto Carvalho diz que Fernando Bittar "emprestou" sítio a Lula

| ATIBAIA | Em depoimento ao juiz Sergio Moro, ex-ministro afirmou que sítio não pertencia a Lula. Ele negou saber de reformas realizadas no imóvel
01:30 | Mai. 10, 2018
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O ex-ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República Gilberto Carvalho afirmou, em depoimento ao juiz federal Sergio Moro, que o empresário Fernando Bittar emprestou o sítio Santa Bárbara, em Atibaia, ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 2011, após o mandato, para que o petista pudesse armazenar bens do acervo presidencial após deixar o mandato.

 

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Ele negou ter conhecimento das reformas realizadas no imóvel. Carvalho prestou depoimento como testemunha de defesa de Marcelo Odebrecht.
Carvalho afirmou que a relação entre Lula e Jaco Bittar, ex-prefeito de Campinas e pai do proprietário do sítio, era “fraterna” e de longa data. Ambos foram fundadores do PT.

 

O ex-ministro diz ter ouvido pela primeira vez falar no sítio em 2011. Ele alega ter tido uma conversa com Lula. “Ele me relatou naquele momento que, no dia 15 de janeiro, ele estava no Guarujá de férias, a Marisa chamou a ele dizendo que tinha uma surpresa pra ele que era o Fernando oferecendo uma chácara para eles usarem se ele quisesse”.

“Aí, ele depois de mostrar falou: ‘eu tô com uma dúvida, porque a Marisa gosta muito daqui e Fernando tá até disposto a vender para a gente, mas eu não sei se é o caso porque essa chácara é muito longe, eu prefiro alguma mais perto lá da Billings, que é onde tem uma pequena chácara’”, afirmou.

 

Carvalho disse ainda que, “para ele”, a “chácara era do Fernando, que ofereceu” a Lula. O ex-ministro justifica que o ex-presidente precisava de um local para armazenar os bens que acumulou enquanto presidente da República.

 

Ele afirma ter sugerido a Lula que fizesse uma reunião com empresários, “assim como fez Fernando Henrique Cardoso, em relação ao Instituto FHC”, para arrecadar recursos. No entanto, Lula teria dito que não iria “se preocupar com isso”.

 

Ele negou saber de reformas tocadas pelo ex-assessor de Lula, Rogério Aurélio Pimentel. As obras são objeto de acusação do Ministério Público Federal. Para a força-tarefa da Lava Jato, elas configuram suposta propina de R$ 1 milhão da Odebrecht, OAS e Schahin ao ex-presidente. O caso envolvendo o sítio representa a terceira denúncia contra Lula no âmbito da Operação Lava Jato.

Agência Estado

 

 

CURITIBA

O prefeito de Curitiba, Rafael Greca, pediu à Justiça a retirada de militantes que acampam na cidade em apoio a Lula. 

 

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