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Com costura de Cid, PSD deve pedir voto para Camilo

01:30 | 22/05/2018

A mais nova baixa da oposição é a saída do PSD, de Domingos Filho, do bloco opositor para integrar a base do governador Camilo Santana (PT). Ao O POVO, o próprio Domingos admitiu que a tendência de mudança de lado é “sentimento majoritário” dentro da legenda, embora a decisão não tenha sido anunciada ainda.

 

A negociação teve início entre o dirigente partidário Chiquinho Feitosa e o ex-governador Cid Gomes (PDT). O rompimento com o deputado Audic Mota (PSB) em Tauá é que teria aberto o caminho do diálogo com o Palácio da Abolição.

 

A conversa entre o conselheiro em disponibilidade e o ex-governador Cid Gomes ocorreu no último domingo, 20, em Fortaleza, na residência de Chiquinho Feitosa.

 

De acordo com Domingos, as tratativas com o governo foram informadas ao

senador Tasso Jereissati ontem, momentos antes do anúncio da pré-candidatura do general Theophilo ao Governo do Estado.

 

O retorno aos antigos aliados é justificado por Domingos pela “amizade” que diz ainda nutrir por Cid Gomes. “Sempre tive boa relação pessoal com Cid. Ele disse que queria reatar a nossa amizade como ela sempre foi”, revelou.

 

O ex-presidente da Assembleia, no entanto, disse ainda que não conversou sobre chapas eleitorais e disse que não é garantia de que possa ser candidato porque está liberado apenas por uma liminar.

 

A adesão do PSD ao governo Camilo representa um reforço de peso para a candidatura à reeleição do petista, praticamente minguando a oposição no Estado.

 

Serão 19 prefeituras que deixarão as fileiras opositoras e embarcarão no governo. O movimento reduz a perto de zero as chances de a oposição derrotar o governador petista na disputa de outubro.

Wagner Mendes