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Cármen Lúcia assumirá mais uma vez a Presidência

EM MAIO | Temer fará viagem pelo Sudeste Asiático e não poderá ser substituído pelos presidentes do Senado e da Câmara, por causa do período eleitoral
01:30 | Abr. 18, 2018
Autor Gabrielle Zaranza
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Gabrielle Zaranza Estagiária de Agenda Cultural do Vida&Arte
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Depois de adiar um giro pelo Sudeste Asiático em janeiro por problemas de saúde, o presidente Michel Temer (MDB) voltou a programar a viagem para a região e deve se ausentar por quase dez dias em maio, o que obrigará a ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, a assumir novamente a Presidência da República.

 

Os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia, e do Senado, Eunício Oliveira, que são os primeiros respectivamente na linha de sucessão do presidente, não podem assumir o cargo por conta de uma vedação da lei eleitoral, à qual estão sujeitos por pleitearem um cargo nesta eleição. Nesse contexto, toda vez que a Presidência da República fica vaga, Maia e Eunício buscam providenciar alguma viagem ao exterior.

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Temer deve embarcar do Brasil no dia 5 de maio e passar por quatro países da região. O objetivo da viagem — além de encontros políticos, já que deve ser recebido por todos os chefes de Estado — é promover série de agendas empresariais. Os compromissos oficiais e a comitiva de Temer ainda estão sendo fechados, mas possivelmente alguns empresários brasileiros devem acompanhá-lo.

 

As viagens de Temer têm irritado os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE). A irritação se deve ao fato de que terão de se ausentar do Brasil em plena campanha eleitoral, quando o democrata quer disputar o Planalto e o emedebista, reeleição.

Maia ainda não bateu martelo sobre para onde irá quando Temer estiver no Sudeste Asiático. Ele avalia ir para a Europa. O presidente da Câmara costuma abrir mão dos US$ 550, o equivalente a R$ 1.870, de diária a que tem direito. Mas costuma levar outros deputados, que podem receber US$ 428 (R$ 1.455) por dia.

 

Já Eunício Oliveira (MDB-CE) também não decidiu para onde irá durante a próxima viagem de Temer. Aliados dizem que ele considera acompanhar o presidente da República durante a viagem para a Ásia, mas eles ainda devem conversar pessoalmente sobre o assunto.

 

Quase um mês após admitir a possibilidade de ser candidato à reeleição e depois de investidas para melhorar sua popularidade, Temer é reprovado por 70% dos brasileiros, conforme pesquisa Datafolha divulgada ontem.

 

A porcentagem se refere à avaliação ruim ou péssima da gestão e mantém o índice da pesquisa anterior, realizada no fim de janeiro. A pesquisa foi realizada entre os dias 11 e 13 de abril. Foram ouvidas pelo levantamento 4.194 pessoas em 227 municípios do País.

 

Em média, a população dá nota 2,7 para o governo do emedebista, que está há um ano e 11 meses no cargo. 41% dos entrevistados deram nota zero ao presidente, enquanto 2% deram nota dez.

 

Com agências

 

70%
 da população brasileira avalia como ruim ou péssimo o governo do presidente Michel Temer, conforme pesquisa Datafolha divulgada ontem
 

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