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Sobrevivente diz não ter visto assassinos

2018-03-17 01:30:00


A assessora de Marielle afirmou à Polícia Civil não ter percebido que o veículo em que estavam era seguido e não ter visto nenhum carro nem moto perto. O conteúdo do depoimento foi divulgado ontem, pela TV Globo.

 

Cerca de dez dias antes do crime, segundo a emissora, uma funcionária de Marielle foi abordada de forma ameaçadora em um ponto de ônibus por um desconhecido. Em tom de ameaça, ele perguntou se ela trabalhava com a vereadora. A mulher, que trabalhava administrativamente, estranhou. A assessora que estava com Marielle na hora do crime, porém, disse que Marielle nunca havia relatado qualquer ameaça.

 

Segundo o depoimento, a assessora disse que Marielle costumava ficar no banco da frente, mas naquela noite preferiu ir atrás para falar com a funcionária. Queriam escolher fotos do evento de onde saíram.

 

Assim que o veículo entrou na avenida João Paulo I, a assessora, que disse estar distraída ao celular, ouviu os tiros, que pareciam vir de trás, na diagonal. Segundos antes, a vereadora havia dito “ué?”, em tom de dúvida. No momento dos disparos, o motorista disse “ai”. A sobrevivente se abaixou para tentar se proteger e Marielle, que usava cinto de segurança, tombou sobre ela. O carro, que trafegava devagar, seguiu desgovernado até que a própria assessora conseguiu se esticar e acionar o freio de mão.

 

Na noite de ontem, a assessora publicou nas redes sociais uma homenagem: “Estou viva. Mas a alma oca. A carne, ainda trêmula, não suporta a dor que serpenteia por dentro, num looping sem fim. Minha amiga, na tentativa de calarem a sua voz, a ampliaram ensurdecedoramente, em milhares de bocas. Para sempre. #MarielleVive”. Ela está escondida e sob proteção. O Psol teme por sua segurança.

Agência Estado

 

Gabrielle Zaranza

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