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Ministro Marco Aurélio diz estar sendo "crucificado"

2018-03-24 01:30:00
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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Marco Aurélio Mello, queixou-se ontem que a Corte está sofrendo “patrulhamento sem igual” pelas decisões que toma e disse que a sociedade não pode presumir “que todos sejam salafrários”. Ele se queixou de manifestações que tem recebido e declarou que pediu para excluir duas contas de e-mail e para trocar números de seus telefones.


“O patrulhamento é muito grande. A sociedade tem que pensar que existem homens de bem. Não pode a sociedade presumir que todos sejam salafrários até que provem o contrário”, afirmou o ministro durante discurso no 15º Colóquio da Academia Brasileira de Direito do Trabalho, na sede da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) do Rio de Janeiro.


“Nunca vi coisa igual. Nos dois endereços na internet, (vinha recebendo) cerca de mil mensagens por dia. E mensagens diferentes, o que revelam que a origem não é a mesma” — ele esclareceu que não se tratavam de ameaças. Mello afirmou ainda que está "sendo crucificado" por ter deixado a sessão na quinta-feira, 22.


“Estou sendo crucificado como culpado pelo adiamento do julgamento do habeas corpus do ex-presidente Lula, porque sou um cumpridor de compromissos”, disse o ministro. Segundo ele, seu voo para o Rio de Janeiro estava marcado para às 19h40min de quinta e ele já havia feito o check-in, quando foi colocado em votação o pedido de adiamento da sessão. A proposta acabou aprovada.

Agência Estado

 

Gabrielle Zaranza

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