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O aliado que fala verdades e enfrenta "mentiras"

2018-02-06 01:30:00
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A cada hora tem um número apresentado por um articulador político sobre os votos de que disporia o governo Michel Temer hoje na Câmara, dos 308 de que precisa, para aprovar a proposta de reforma da Previdência. O otimismo que se tenta apresentar, especialmente de olho nas reações do mercado, contrasta com as próprias projeções oficiais que, mesmo já inconfiáveis, não conseguem passar dos 270 deputados dizendo-se dispostos a votar com o Planalto. Número muito distante do necessário, o que deixa inquieto o presidente da Mesa Diretora, Rodrigo Maia, que também trabalha pela aprovação da matéria, só que em nível mais realístico.

 

Rodrigo Maia é aquele tipo de político trancadão, metido a sincero, que quando enfrenta uma maré desfavorável diz que a situação é ruim, não procura dourar a pílula. Os sinais que tem emitido nos últimos dias são muito claros no sentido de apontar grandes dificuldades para que a discussão da matéria tenha o final feliz que o governo pretende e que ele, particularmente, defende como o melhor caminho a ser seguido pelo País. Em nome, alega, de um futuro mais saudável para as contas públicas.

 

Um dos problemas para o deputado fluminense, na sua movimentação para facilitar a vida de Temer na Câmara, tem sido lidar com os sinais trocados que vez em quando partem do próprio governo que tenta ajudar. Seu limite está na necessidade de defender o poder que comanda, situação que o levou nos últimos dias a reagir com irritação à tentativa do presidente de lavar as mãos diante do impasse, alegando ter feito a sua parte em relação ao assunto. Ou seja, que se não sair a tal reforma a conta deve ser cobrada aos parlamentares. Numa dessas, Rodrigo Maia também larga o barco e o cobiçado número de 308 ficaria ainda mais inalcançável para o Planalto.

 

GUÁLTER GEORGE

EDITOR DE POLÍTICA

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Gabrielle Zaranza

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