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Por Sarney, Temer muda indicação para o Trabalho

01:30 | 03/01/2018
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O presidente Michel Temer desistiu ontem de nomear o deputado federal Pedro Fernandes (PTB-MA) ministro do Trabalho. De acordo com o ex-deputado e presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson, a decisão do Palácio do Planalto foi tomada após o ex-presidente José Sarney (PMDB-AP) não referendar o nome de Fernandes, aliado do governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB).


O deputado havia sido indicado por seu partido para ocupar o lugar de Ronaldo Nogueira (PTB-RS). Temer pediu a Jefferson uma nova indicação do PTB, que manterá o controle da pasta, mas os dirigentes da sigla ainda não decidiram oficialmente.

[SAIBAMAIS]

“O Palácio me avisou que tinha subido no telhado a nomeação do Pedro Fernandes, me ligou pedindo que pensássemos um novo nome por causa do problema de relação do Fernandes com o Sarney”, disse Jefferson à reportagem.


“O presidente Sarney não concorda com o nome. Ele queria conversar, mas o Fernandes não quis conversar com o presidente Sarney sobre o Maranhão. Então, deu problema”, acrescentou.


A reportagem pediu uma entrevista ao ex-presidente para comentar as declarações de Jefferson, mas Sarney não atendeu as requisições.

Em nota, por meio da assessoria, o ex-presidente disse apenas que “não foi consultado e não vetou o deputado Pedro Fernandes”. Procurada, a Secretaria de Comunicação do Planalto informou que não comentaria o caso.


Sarney


Presidente de honra do MDB, antigo PMDB, José Sarney continua sendo um cacique influente no partido e no governo Temer. Ainda no governo da petista Dilma Rousseff, ele deu aval às costuras pelo impeachment da presidente cassada, depois emplacou Sarney Filho (PV) como ministro do Meio Ambiente e mantém aliados nas estatais Eletrobras, Chesf e Eletronorte.


Também é apontado como um dos peemedebistas que deram aval à nomeação do diretor-geral da Polícia Federal, Fernando Segovia, que antes foi superintendente do órgão no Maranhão. Tanto Segovia como Sarney negam a indicação.


Na maior crise do governo Temer, provocada pela delação dos irmãos Batista, da JBS, Sarney aconselhou o presidente pessoalmente.


Desde que Temer assumiu a Presidência, ambos tiveram dez audiências oficiais nos palácios do Planalto e do Jaburu. Sarney possui influência nas bancadas no Senado e na Câmara, além de grupos políticos organizados no Maranhão, onde tentará reerguer seu clã nas eleições deste ano, e no Amapá, com apoio ao governo Waldez Góes (PDT). (Agência Estado)

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