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Lava Jato investiga filme sobre vida de Lula

01:30 | 05/01/2018
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A Operação Lava Jato investiga a captação de recursos para o financiamento do longa Lula, o Filho do Brasil. O empreiteiro Marcelo Odebrecht e o ex-ministro Antonio Palocci já prestaram depoimento. Em e-mails capturados pela Polícia Federal, executivos relatam a "demanda" de R$ 1 milhão para "apoiar o filme de interesse do nosso cliente", que seria o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.


O filme que narra a história do petista estreou em 1º de janeiro de 2010 e custou cerca de R$ 12 milhões. A Odebrecht destinou R$ 750 mil para o longa.


Palocci depôs em 11 de dezembro. Ele foi questionado pelo delegado Filipe Hille Pace sobre sua suposta relação com a produção do filme. O ex-ministro afirmou que "deseja colaborar na elucidação de tais fatos", mas que naquele momento ficaria em silêncio.


No mesmo dia, Marcelo - delator da Lava Jato, já condenado e em prisão domiciliar em São Paulo - também falou ao delegado. Durante o depoimento, a PF apresentou ao empreiteiro emails extraídos de seu computador e ligados ao financiamento do filme. As mensagens recentemente resgatadas foram trocadas entre 7 de julho e 12 de novembro de 2008.


Em um dos emails, Marcelo enviou cinco tópicos a funcionários do grupo. Na lista estavam os executivos Alexandrino Alencar e Pedro Novis, que também se tornaram delatores.


"O Italiano (Palocci) me perguntou sobre como anda nosso apoio ao filme de Lula", escreveu Marcelo. "AA (Alexandrino Alencar) tinha acertado com o seminarista, mas adiantei que, se tivermos nos comprometido com algo, seria sem aparecer nosso nome", relatou o empreiteiro. Seminarista, segundo os investigadores, é Gilberto Carvalho, ex-assessor de Lula.


A força-tarefa apura se o financiamento do filme tem relação com o esquema de desvios e corrupção na Petrobras. À PF, Marcelo afirmou acreditar "que a doação para o filme fazia parte da agenda mais geral da Odebrecht com PT e Lula”.

 

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