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Deputada se junta a outros investigados

01:30 | 04/01/2018

Ao aceitar o convite do Palácio do Planalto para assumir o ministério do Trabalho, a deputada Cristiane Brasil (PTB-RJ) se junta a outros ministros de Temer citados e investigados por supostos envolvimento
em corrupção.


Filha do delator do mensalão, o ex-deputado Roberto Jefferson, Cristiane Brasil teria recebido a quantia de R$ 200 mil da empreiteira Odebrecht em 2012 para a campanha eleitoral. A acusação é do executivo Leandro Andrade, um dos delatores da Odebrecht na Operação Lava Jato, que relatou ao Ministério Público Federal.


“O (pagamento) da Cristiane Brasil, o que aconteceu foi que eu estava no dia da programação de ela ir retirar esse dinheiro nesse escritório. Eu não ficava direto lá, mas ia de vez em quando para reuniões. Ela mesma foi retirar esse dinheiro", disse.


Na época, Cristiane negou as acusações. “Não há nada a meu respeito senão um comentário sem qualquer prova feito por um dos delatores da operação”, afirmou.


Na mesma vala de acusações de corrupção, estão Eliseu Padilha (Casa Civil), que chegou a ser denunciado pela PGR junto com o presidente Temer; Maurício Quintella (Transportes), condenado em agosto de 2014 por supostos desvio de merenda escolar entre 2003 e 2005; Blairo Maggi (Agricultura), acusado de ter contas em paraísos fiscais e de trabalhar para obstruir a Justiça, entre outros.

Wagner Mendes

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